Com Brent a US$ 115, mercado projeta barril a US$ 150, valor mais alto que na crise mundial de 2008
O mercado global de energia vive nesta segunda-feira (30) um de seus capítulos mais tensos: o preço do barril de petróleo do tipo Brent chegou a US$ 115,12, gerando um temor em todo o mundo. Com esta cotação, especialistas do setor especulam que o valor possa ultrapassar os valores mais altos registrados nos últimos anos, US$ 139,13 em 7 de março de 2022 e US$ 147,50 em 11 de julho de 2008.
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A atual alta vem sendo impulsionada pelos riscos geopolíticos decorrentes do fechamento do Estreito de Ormuz e ataques a refinarias no Oriente Médio. Em março, o petróleo acumula uma alta de 55%. O maior valor nominal já registrado na história do petróleo ocorreu em julho de 2008. Na ocasião, o Brent atingiu a marca astronômica de US$ 147,50. Esse valor foi fruto de uma “tempestade perfeita” econômica: o crescimento acelerado da China, que consumia energia em níveis recordes, somado a um dólar enfraquecido e forte especulação financeira. Se o valor da época fosse reajustado com base no índice da inflação, o barril custaria US$ 210.
Em 2022, no auge do conflito Ucrânia e Rússia, o barril do petróleo alcançou a cotação de US$ 139,13. A escalada começou no início da guerra, quando os valores oscilavam entre US$ 100 e US$ 120, como vem acontecendo agora com os conflitos no Oriente Médio. Aquele período marcou o fim de uma era de petróleo barato (que chegou a ter preços negativos em contratos futuros durante a pandemia de 2020) e forçou o mundo a rediscutir a dependência de combustíveis fósseis.
Por que o valor atual do petróleo preocupa tanto?
Embora o valor de US$ 115 registrado nesta segunda-feira (30) ainda esteja abaixo do recorde de 2008 e de 2022, a velocidade da subida está assustando os analistas de mercado. No dia 2 de março, o barril custava US$ 77,74 e em menos de 30 dias, o salto foi de quase US$ 40.
A escalada atual é considerada a mais agressiva em termos percentuais desde a Guerra do Golfo, em 1990. Se o bloqueio logístico no Oriente Médio persistir, bancos de investimento já projetam que o petróleo possa romper a barreira dos US$ 150 em abril, estabelecendo um novo recorde histórico nominal e pressionando as economias globais a um nível de estresse energético sem precedentes.
Identificada mulher que morreu após colidir com moto em meio fio
Lúcia Odete Borges de Lima tinha 57 anos e pode ter perdido o controle do veículo no momento do acidente
Foi identificada como Lúcia Odete Borges de Lima, de 57 anos, a motociclista que faleceu após bater no meio fio e cair em São Bento do Sul, no Planalto Norte de Santa Catarina. O acidente aconteceu no último domingo (29), na SC-A280C. Segundo as informações apuradas pela Polícia Militar Rodoviária, ela entrou na contramão de repente e colidiu sozinha, sendo arremessada para fora do veículo.





