Ambos os casos ocorreram na praia do Santinho, no Norte de Florianópolis
A Polícia Civil (PCSC) afirmou que está investigando uma possível relação entre o assassinato da corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, morta e esquartejada no começo de março em Florianópolis, com o corpo esquartejando não identificado encontrado dentro de uma mala no fim de dezembro de 2025. Os dois casos ocorreram na Praia do Santinho, no Norte da Ilha.
De acordo com o delegado Alex Bonfim, chefe da Delegacia de Roubos e Antissequestro (DRAS/DEIC), ainda não há indícios que vinculem os dois crimes. No entanto, a semelhança entre os casos chamou a atenção dos investigadores. A mala encontrada com o corpo estava próxima do conjunto residencial onde Luciani e os três suspeitos presos moravam.
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O primeiro caso ocorreu em 28 de dezembro. A mala foi encontrada por populares, presa entre pedras na Praia do Santinho, e as autoridades foram acionadas. Partes de um corpo do sexo masculino estavam em sacos plásticos, enquanto a cabeça da vítima estava em uma outra sacola do lado de fora da mala.
A PCSC ainda pede a ajuda da população na tentativa de identificar a vítima. O que se sabe até o momento é que se trata de um jovem com idade estimada entre 21 e 23 anos e entre 1,60 e 1,80 de altura. A vítima tinha um piercing na língua e tatuagens como uma flor de lótus na lateral direita do abdômen; uma palavra na mão esquerda, com uma letra em cada dedo; e mãos segurando um terço e palavra “família”, na lateral esquerda do abdômen.
Já pares do corpo de Luciani foram encontradas em área rural do município de Major Gercino, a cerca de 90 quilômetros de Florianópolis. De acordo com a PCSC, tratava-se do tronco e outras partes da vítima, também acondicionados em cinco sacos plásticos, que foram jogados em um rio. Os agentes seguem nas buscas pelas outras partes do cadáver.
Entenda o caso mais recente
Luciani Aparecida Estivalet Freitas era natural de Alegrete (RS) e atuava como corretora de imóveis no bairro Santinho, região turística no Norte de Florianópolis. Ela estava desaparecida desde o último dia 4 de março, quando teve o último contato com o irmão. O sumiço chamou a atenção da família quando a mulher deixou de retornar tentativas de contato. O retorno ocorreu por meio de uma mensagem, que levantou a suspeita de que outra pessoa estaria se passando por ela.
De acordo com a PCSC, a gaúcha foi morta entre os dias 4 e 5 de março. Três suspeitos do crime de latrocínio foram presos: a administradora do condomínio onde ela morava, de 47 anos, e um casal de vizinhos, que tentou fugir para o Rio Grande do Sul. O homem, de 27 anos, estava foragido da Justiça do Estado de São Paulo por outro latrocínio cometido em 2022 na cidade de Laranjal Paulista.
Durante a investigação do caso, DRAS/DEIC identificou que o CPF e meios de pagamento de Luciani estavam sendo utilizados para compras, especialmente na internet. Na quarta-feira (11), os agentes identificaram que um adolescente de 14 anos, irmão do vizinho da vítima, estava fazendo a retirada das mercadorias. Durante buscas no residencial onde todos moravam, os agentes encontraram pertences da corretora , como um notebook e uma televisão – além de mercadorias compradas – escondidos em um apartamento desocupado, que estava sob a responsabilidade da administradora.
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