Famílias de dois suspeitos condenam divulgação de fotos e informações pessoais e temem ‘ameaças à integridade física’
Três familiares dos adolescentes suspeitos de matar brutalmente o cão Orelha na Praia Brava, em Florianópolis, foram indiciados pela Polícia Civil (PCSC) por coação no curso do processo. A informação foi divulgada pela corporação em coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (27). Duas famílias divulgaram manifestações negando o envolvimento dos filhos no crime.
Os alvos dessa investigação foram dois empresários e um advogado, pais e tio de um dos jovens. O inquérito foi concluída após uma operação policial nesta segunda-feira (26). Segundo a PCSC, eles teriam coagido testemunhas a não apontarem os quatro adolescentes como suspeitos da morte do cão. Já a investigação sobre o suposto crime cometido pelos menores de idade segue em curso. A identidade deles será preservada pelo TVBV Online, em acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
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Suspeitos foram alvos de buscas
A PCSC deflagrou nesta segunda-feira uma operação em Florianópolis para realizar buscas e apreensões nas residências dos adolescentes suspeitos e também nas dos familiares investigados por coação. Foram apreendidos computadores, celulares e outros dispositivos eletrônicos, que serão analisados pela perícia. Uma arma que supostamente teria sido utilizada para ameaçar um porteiro do condomínio não foi encontrada pelos policiais, mas uma quantia de droga para uso pessoal foi recolhida na casa de um dos adultos.
Apenas dois dos adolescentes suspeitos de matar Orelha foram alvo das buscas. Segundo o delegado-geral da PCSC, Ulisses Gabriel, outros dois estão em viagem à Disney, nos Estados Unidos, que teria sido programada antes do crime. Eles devem retornar a Florianópolis na próxima semana. Ao longo da investigação, mais de 20 pessoas foram ouvidas pela polícia, entre os jovens, os adultos investigados e moradores e síndico de um condomínio.
O que dizem os pais dos adolescentes
Por meio de nota, André Wieliczka e Roberta Zampieri, pais de um dos adolescentes, denunciaram a divulgação de fotos e informações pessoais dos suspeitos, o que chamaram de “massacre nas redes sociais”, temendo ameaças à integridade física da família. Eles afirmam que a acusação sobre o filho é “injusta e absurda”. “Queremos afirmar com toda a veemência que nosso filho não tem qualquer relação com esse fato, não participou e não colaborou de nenhuma forma para que ocorresse”, escreve a carta, emitia por uma consultoria jurídica especializada que representa o casal.
Para se ter ideia da desinformação, ao mesmo tempo em que acusam nosso filho, apresentam como evidências um vídeo no qual ele não aparece e fotos sem relação alguma com o fato. Locais onde teria ocorrido a agressão, pessoas envolvidas e supostas imagens variam conforme cada post.”
“Confiamos que tudo será devidamente esclarecido pelas autoridades e na Justiça. Nós também queremos que se faça Justiça para o Orelha. Repudiamos a violência e os maus-tratos a toda e qualquer forma de vida”, continua a nota, reiterando que os pais do suspeito estão à disposição das autoridades e colaborando para que o caso seja elucidado o mais rápido possível.
Em carta aberta à comunidade, Marcus Fernando e Alessandra da Silva afirmam “com absoluta segurança” que o filho não teve qualquer participação no episódio. “Circula nas redes sociais um vídeo que supostamente mostra os autores da agressão. Nosso filho não está nele. Fotos sem relação com episódio são apresentadas como provas de crimes graves”, afirma o casal, que diz desejar que o caso seja solucionado com celeridade.
Como pais, estamos assustados e preocupados com a repercussão e a gravidade das acusações que nossa família está enfrentando. Pedimos à comunidade da Praia Brava e a todos que estão se manifestando sobre o caso que não repliquem informações levianas, que não cedam a julgamentos apressados, que, como nós, confiem que as autoridades farão o seu trabalho e trarão luz a esse acontecimento tão triste. De nossa parte, estamos colaborando com as autoridades e certos de que a verdade e a Justiça estarão ao nosso lado.”
Quem era Orelha
Orelha vivia há cerca de 10 anos como cão comunitário do bairro da Praia Brava, no Norte da Ilha. Em dezembro de 2025, ele desapareceu e foi encontrado no dia seguinte agonizando em um ponto da praia, com ferimentos graves pelo corpo, inclusive na cabeça, possivelmente provocado por pauladas. Uma das cuidadoras o levou ao veterinário, mas o cão precisou ser sacrificado, devido à gravidade do estado.
Segundo a associação de moradores da Praia Brava, Orelha a fazia parte do cotidiano e era alimentado e cuidado de forma espontânea por pessoas da comunidade. A morte dele teve repercussão nacional e mobilizou manifestações pedindo por Justiça em Florianópolis. Os menores de idade são investigados por atos infracionais análogos ao crime de maus-tratos a animais.
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