Orientação da prefeitura gaúcha é evitar contato íntimo e ficar atento a sinais durante e após as festividades
Porto Alegre registrou o primeiro caso de Mpox de 2026, confirmou a Vigilância Epidemiológica nesta terça-feira (17). A prefeitura da capital gaúcha reforçou as orientações para que a população evite a contaminação com a doença durante o Carnaval.
O paciente é morador de Porto Alegre e teria sido infectado fora do Rio Grande do Sul. O Mpox, anteriormente chamada de varíola dos macacos, é um vírus que provoca erupções cutâneas ou lesões na pele, febre, dor de cabeça e linfonodos inchados (ínguas). Em 2025, foram confirmados 11 casos no município.
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A doença é transmitida principalmente pelo contato direto com lesões na pele, secreções respiratórias e saliva, o que levanta preocupações sobre a infecção neste carnaval. Durante os eventos, a recomendação é evitar contato íntimo ou físico prolongado com pessoas que apresentem lesões suspeitas na pele.
“Quem vai festejar o Carnaval deve examinar sua pele e observar a presença de erupções, bolhas ou feridas, especialmente na área genital, boca, mãos e pés antes de sair” e, caso identifique alterações, procurar atendimento em uma unidade de saúde, utilizando máscara e mantendo as lesões cobertas, destaca a enfermeira Raquel Carboneiro, gerente em exercício da Vigilância Epidemiológica de Porto Alegre. Outras medidas importantes incluem:
• Higienização das mãos – Utilizar álcool em gel 70% com frequência, especialmente após tocar superfícies em locais públicos, usar transporte coletivo ou interagir com outras pessoas.
• Evitar o compartilhamento de objetos – Não dividir copos, talheres, garrafas, cigarros, roupas ou toalhas.
• Uso de máscaras – Em aglomerações muito densas, as máscaras podem oferecer proteção adicional, principalmente se houver circulação ativa do vírus.
Sintomas
Os primeiros sinais podem incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, fraqueza e gânglios inchados (ínguas), seguidos de lesões na pele. Em caso de suspeita, é fundamental procurar atendimento de saúde, que orientará o isolamento domiciliar.
Pessoas com sintomas não devem frequentar blocos nem manter contato sexual ou íntimo. O período de incubação varia de três a 21 dias, com média entre 10 e 16 dias. A orientação é manter atenção aos sinais após o feriado.
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