Caso veio à tona na quarta-feira (22), quando milhares de majubinhas foram encontradas mortas no rio
A morte de diversos peixes da espécie manjubinha no Mangue do Itacorubi, na região central de Florianópolis, pode estar ligada a grande floração de microalgas. Essa é uma hipótese levantada pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina, que analisa o caso que veio à tona na manhã de quarta-feira (22), quando moradores foram surpreendidos por milhares de peixes mortos no rio. Até esta sexta-feira (24), o cheiro dos peixes na região ainda é forte, segundo pessoas que moram nas proximidades e passam pela Avenida da Saudade.
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Segundo uma nota técnica divulgada pelo órgão, as amostras já foram coletadas no local afim de fazer um diagnóstico preciso da causa das mortes, as quais já estão sendo analisadas em laboratório para confirmar a qualidade da água. A principal suspeita é de floração de microalgas, que resultam no óbito dos animais por asfixia
“A principal causa da morte dos peixes deve ser a falta de oxigênio na água, processo conhecido como hipóxia (análises in situ realizadas pelo IMA indicaram pontos com oxigênio dissolvido próximo a zero). Durante a noite, a grande quantidade de algas consome o oxigênio para respirar e, ao morrerem, sua decomposição no fundo do manguezal consome ainda mais o oxigênio da água. Quando esse processo ocorre em área com baixa circulação, espécies sensíveis, como a manjubinha, não conseguem suportar, levando à sua morte em massa”, explicou o oceanógrafo do IMA Carlos Eduardo Junqueira de Azevedo Tibiriçá.
O IMA também está elaborando um relatório técnico mais abrangente sobre o episódio. O documento reunirá análises ambientais detalhadas, avaliação da dinâmica do evento além de dados de monitoramento, imagens de satélite e demais evidências científicas necessárias para embasar o laudo conclusivo. A previsão é que o relatório final seja concluído no prazo de até 20 dias.
Relação com 2024
A hipótese da floração de algas marinhas surgiu após os profissionais do IMA, em parceria com o IFSC de Itajaí, por meio de imagens de satélite e análises, perceberem semelhanças com um fenômeno ocorrido em 2024, também no Mangue do Itacorubi. Em março daquele ano, foi diagnosticada uma grande quantidade de microalgas da família Karenaceae, que se espalhou pelas Baías Sul e Norte.
“Este evento é muito semelhante ao ocorrido em março de 2024, sendo causado por grandes florações de microalgas (da família Karenaceae) que se espalharam pelas Baías Norte e Sul. Imagens de satélite e análises realizadas em parceria com o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) em Itajaí confirmam a similaridade do evento atual com o de 2024. A hipótese central é que essas microalgas estão sendo empurradas pelas correntes para áreas com menor circulação de água, como alguns canais dentro do manguezal, criando um ambiente crítico para a fauna local”, destacou Carlos Eduardo.
Esse fenômeno de floração, de acordo com o IMA, é complexo e dinâmico, podendo varias rapidamente em intensidade, extensão e composição de espécies. Dessa forma, o monitoramento contínuo é essencial para que as melhores medidas sejam tomadas.
“Recomenda-se que os municípios afetados pela mortandade de peixes procedam com a retirada e descarte adequado dos peixes mortos, pois sua decomposição pode agravar os problemas; ainda, que peixes mortos ou morimbundos não sejam coletados ou consumidos; e, por fim, que banhistas evitem áreas com manchas incomuns na água, acompanhando os relatórios de balneabilidade do IMA”, conclui.
Corridas alteram trânsito de Florianópolis neste fim de semana; veja regiões impactadas
Eventos acontecem na parte da tarde no sábado (25) e na manhã de domingo (26)
Duas corridas de rua impactam o trânsito da região continental de Florianópolis neste fim de semana, para promover a segurança dos atletas. Ambos os eventos ocorrem na Avenida Beira-Mar Continental, que ficará bloqueada para os veículos no sábado (25) e no domingo (26). A Guarda Municipal será responsável pela operação e pelo monitoramento do tráfego.





