24 de julho de 2024
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Cotidiano

Presença do gato-do-mato é registrada em obras de ETE em São José

Equipes da Casan acompanham fauna da região para buscar alternativas de recuperação ambiental

Servidores da Casan que trabalham nas obras da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) de Potecas, no município de São José, na Grande Florianópolis, têm registrado uma rica fauna selvagem. Mamíferos como a capivara, considerada o maior roedor do mundo, e o cachorro do mato, têm compartilhado espaço com o tamanduá mirim e o pequeno gato-do-mato. Menor felino do Brasil, o Leopardus guttulus apresenta tamanho e proporções similares às do gato doméstico. De hábitos solitários e noturnos, em algumas áreas revela atividades diurnas e tem marcado presença nas imediações da ETE Potecas.

O acompanhamento da fauna junto às obras da Casan não se resume à mera observação: é parte de um estudo abrangente destinado a identificar alternativas para a recuperação de áreas não ocupadas pela nova infraestrutura. O trabalho também fornece subsídios para propostas de uso futuro nas áreas das atuais lagoas de estabilização e tratamento de esgoto, tecnologia implementada na década de 1980 e que será substituída. As pesquisas trazem ainda dados que podem auxiliar na recuperação do Córrego Potecas.

 

“Estamos conduzindo uma busca ativa, percorrendo e analisando a fauna local, além de utilizar métodos visuais, como câmeras de armadilhagem e de visão noturna. Adicionalmente, empregamos a metodologia de cama de areia para registro de pegadas animais, seu mapeamento, identificação e catalogação”, explica a bióloga Pâmela Saviato, da empresa Terra Ambiental, que atua à serviço da Casan.

A nova ETE Potecas vai substituir a unidade construída na década de 80 com tecnologia de lagoas de estabilização. A nova infraestrutura vai tratar o esgoto em sistema de lodos ativados por aeração prolongada, com controle de odor e remoção complementar de fósforo, o que vai garantir maior qualidade do efluente final.

O investimento previsto é de R$ 270 milhões, para atendimento de uma população de 328.494 habitantes na primeira etapa, podendo chegar a 437.992 com ampliação das redes de coleta. Moradores da parte continental de Florianópolis e de São José serão beneficiados.