20 de maio de 2024
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Paulo Chagas

Presidência da Alesc: PL deve hipotecar apoio a Mauro De Nadal, do MDB

As conversações continuam nesta terça-feira (31) para que haja uma definição em torno de um nome para presidir a Assembleia Legislativa. A proposta é de que haja consenso e não disputa, muito embora existam dois nomes para o cargo: Mauro De Nadal (MDB) e José Milton Scheffer (PP). Conversei com alguns deputados na tarde de ontem, e a conclusão é de que nenhum dos dois têm os 21 votos necessários. Vale lembrar que o deputado Julio Garcia (PSD) corre por fora e que conta com um grupo de deputados aliados, numa divisão capitaneada pelo MDB, PL e PP. Nesta terça-feira esse panorama poderá mudar, com a forte tendência de o Partido Liberal (PL) fechar questão com o MDB, seguindo orientação do governador Jorginho Mello (PL). Na composição, o desdobramento deverá contar com o deputado Mauro De Nadal para a presidência, e Ana Campagnolo (PL), na condição de 1ª vice. (Foto: Bruno Collaço / Agência AL)

Sopelsa se despede do Parlamento

Deputado Moacir Sopelsa / Foto: Agência Alesc

Depois de passar 24 anos no Parlamento catarinense, o deputado Moacir Sopelsa se despede da função nesta quarta-feira (31). Em recente entrevista, enalteceu o trabalho e a parceria com os demais deputados, e salientou que sempre procurou valorizar a transparência e de fazer um mandato voltado para as pessoas. Especialmente na atual gestão, citou o fato de ter assumido a presidência justamente num período complicado pós-pandemia, e num ano em que ocorreram as eleições gerais. Como presidente, assinalou que teve a grandeza de defender as metas políticas de cada deputado, sem manchar o nome do Parlamento. Disse também que desde o primeiro ano do governador Carlos Moisés trabalhou muito para conquistar o pagamento das emendas impositivas, e todas foram pagas. O deputado não esqueceu dos servidores. Agradeceu a todos, enfatizando o trabalho da imprensa da Casa, divulgando as ações de cada um dos 40 deputados, os projetos que foram apreciados e os debates parlamentares. Lembrou que esteve no Executivo, onde conseguiu encaminhar um projeto que apresentou quando ingressou no Parlamento, o Programa Vale-Leite, que possibilitará a distribuição gratuita de um litro de leite por semana para estudantes de baixa renda matriculados no ensino fundamental da rede pública. A medida vai beneficiar mais de 88 mil alunos a partir de 2023.

Segue na política

Moacir Sopelsa sabe o partido dele precisa de uma nova dinâmica. Certa vez conversou comigo e falou em reconstrução. Talvez por isso, por mais que deixe a função de deputado, afirmou que vai continuar na política. Vai seguir contribuindo na medida do possível enquanto ainda tiver disposição, apoiando o partido em que ele sempre seguiu, o MDB. Por fim, acredita que sai do Alesc com o dever cumprido e com o pensamento na família, enaltecendo o quanto ela foi importante na sua trajetória. Sendo assim, o concordiense nascido em 1946, além de se manter na política, volta para casa para exercer a função de agropecuarista e criar ovelhas.

Romildo Titon é outro veterano que se despede da política

Romildo Titon / Bruno Collaço / Agência AL

No MDB há 28 anos deputado, também se despediu na tribuna. Segundo disse, despedida não é bom para ninguém, nem é muito confortável usar a tribuna em um momento em que se encerra uma carreira política de longos anos. Titon reconheceu o apoio, o carinho e a amizade que construída ao longo dos anos. Por fim, ressaltou que só tem a agradecer as oportunidades que teve; agradecer a minha equipe e os funcionários da Casa. “Aqui sai da vida pública um político com a bandeira da saudade e da gratidão, mas não saio com um pingo de mágoa de ninguém”, revelou Titon.

Pedido negado

Ministro Alexandre de Moraes / Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido para suspender a posse de 11 deputados suspeitos de envolvimento com os atos de vandalismo do dia 8 de janeiro. O magistrado concordou com o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que afirmou que a conduta dos parlamentares deve ser analisada pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Em sua decisão, Moraes destacou que a solicitação não seguiu os requisitos processuais adequados, estabelecidos pela legislação eleitoral e não há “até o presente momento justa causa para instauração de investigação em relação aos demais deputados federais diplomados e que não estão sendo investigados nos Inquéritos instaurados pelo Supremo Tribunal Federal.

Paulo Chagas

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