19 de junho de 2024
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Economia

Presidente da Petrobras afirma que vai manter as políticas de preços

Declaração foi realizada durante entrevista coletiva. Imagem: Fernando Frazão / Agência Brasil

Magda Chambriard destacou que a estatal deve preservar estabilidade interna

Durante coletiva de imprensa a nova presidente da Petrobras, a engenheira Magda Chambriard, declarou que concorda com a política de preços adotada pela empresa. Da mesma forma destacou que a estatal deve preservar sua função para preservar a estabilidade do mercado interno.

A política de preços dos combustíveis foi adotada pela Petrobras há cerca de um ano, em maio de 2023. O sistema encerrou o fim do Preço de Paridade Internacional que era adotado desde 2016. Os valores dos combustíveis eram vinculados ao mercado internacional com base no preço do barril de petróleo tipo brent, que é calculado em dólar, o que gerou dividendos recordes para os acionistas da empresa. Atualmente a empresa ainda leva em conta o mercado internacional, mas utiliza referências do mercado interno.

 

“A Petrobras sempre funcionou acompanhando uma tendência de preços internacionais. Ora um pouquinho mais alta, ora um pouquinho mais baixo. O que é altamente indesejado é você trazer para a sociedade brasileira uma instabilidade de preços todos os dias. A Petrobras sempre zelou por esta estabilidade”, comentou a presidente da Petrobras.

Durante a conversa com os jornalistas, Magda Chambriard, relatou sua passagem pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), onde foi diretora-geral entre 2012 e 2016. Ainda declarou que estava honrada em assumir o cargo e lembrou que trabalha na Petrobras desde os 22 anos de idade.

“Eu entrei nessa empresa num dia que eram produzidos 187 mil barris de petróleo por dia. Então acompanhei e fiz parte da campanha para 200 mil barris, para 500 mil barris, para um milhão de barris. Enquanto estava na ANP, embora já estivesse fora da empresa, participei da descoberta do pré-sal”.

Para ela, o principal desafio da Petrobras é garantir a segurança energética do país ao mesmo tempo em que também precisa enfrentar a questão da transição energética. Também reforçou o compromisso da empresa em zerar as emissões de carbono em 2050 sendo rentável, sem deixar de ser sustentável.

Com informações da Agência Brasil