23 de julho de 2024
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Educação

Professor de Florianópolis é premiado por projeto inovador com ondas cerebrais

Foto: PMF

Felipe Salvador Weissheimer destacou-se entre os 35 finalistas nacionais

Neste mês de abril, o professor de história Felipe Salvador Weissheimer, da Escola Básica Municipal Maria Conceição Nunes, localizada no bairro Rio Vermelho, em Florianópolis, ganhou o segundo lugar no Prêmio Educador Transformador. O reconhecimento veio na categoria Ensino Fundamental – Anos Finais, pelo projeto intitulado “Robô Aranha: das ondas cerebrais (EEG) à Inteligência Emocional”.

Competindo com quase 3.500 propostas na segunda edição do Prêmio Educador Transformador, o trabalho de Weissheimer destacou-se entre os 35 finalistas nacionais. A competição, organizada pelo Instituto Significare, Bett Brasil e Sebrae, contou com uma banca de jurados composta por professores, mestres e doutores em Educação, além de especialistas da área.

 

Nesta atividade inovadora, o professor utilizou um robô equipado com um sensor de ondas cerebrais para abordar questões cruciais, como a concentração mental e a atenção plena, entre os estudantes. O projeto não se limitou apenas ao aspecto técnico, mas também englobou discussões sobre o uso excessivo de dispositivos digitais e a dependência psicológica associada ao mundo virtual contemporâneo.

O dispositivo em questão, conhecido como eletroencefalograma educacional, é colocado na cabeça do estudante e conectado a um robô em formato de aranha. Este robô responde aos comandos do professor de acordo com o nível de concentração do aluno. Assim, quando o estudante se distrai, o robô se movimenta; quando está concentrado, permanece parado.

Foto: SME

Felipe Salvador Weissheimer ressalta que o desafio não está apenas em manter o robô imóvel, mas sim na experiência que isso proporciona aos estudantes, permitindo que compreendam de forma prática o funcionamento de seus próprios cérebros.

Os relatos dos alunos demonstram a eficácia e o impacto positivo do projeto. Izadora, de 14 anos, descreveu a experiência como única e reveladora, destacando a sensação de concentração intensa. Da mesma forma, Luca, também de 14 anos, enfatizou a importância educativa da tecnologia, enfatizando a necessidade de foco, concentração e disciplina em todas as atividades.

Além de melhorar a concentração dos estudantes, o engajamento nas atividades escolares e a relação entre educador e educandos também foram beneficiados. “Este é um projeto que demonstra como a tecnologia, se bem utilizada, pode ser uma grande parceira da Educação, até mesmo em temas como a inteligência emocional. Toda escola só tende a ganhar!”, afirma Weissheimer.