Na véspera da Páscoa, fiéis de todo o Brasil seguem a prática milenar de consumir peixe como símbolo reflexão; Entenda
A Sexta-Feira Santa, que antecede a Páscoa, é uma das datas centrais da Semana Santa e carrega tradições religiosas que atravessam gerações. Nesse dia, conhecido também como Sexta-Feira da Paixão, os fiéis praticam a abstinência de carne vermelha e frango, optando frequentemente pelo consumo de peixe, em um gesto de reflexão e penitência. A celebração insere-se no período que começa no Domingo de Ramos e culmina no domingo de Páscoa, quando se relembra a crucificação e a ressurreição de Jesus Cristo, tornando a Semana Santa um momento de oração, jejum e introspecção.
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Conheça a origem da tradição
A tradição de não consumir carne na Sexta-Feira Santa tem raízes que remontam à Idade Média. No século IX, durante o pontificado de Nicolau I, a Igreja Católica determinou que todos os cristãos maiores de sete anos deveriam abster-se de carne todas as sextas-feiras, uma prática que inicialmente incluía também ovos e laticínios.
Com o tempo, a abstenção foi flexibilizada e passou a se concentrar apenas nas carnes vermelhas e no frango. Essa prática fazia parte de um período mais amplo de jejum que incluía a Quaresma, os 40 dias que antecedem a Páscoa, em que os fiéis eram convidados a refletir sobre seus atos, a controlar suas vontades e a se preparar espiritualmente para a celebração da ressurreição de Cristo.
O objetivo da abstinência, longe de ser uma simples imposição, é simbólico e espiritual. O ato de renunciar à carne representa um gesto em memória do sacrifício de Jesus Cristo na cruz, reforçando a disciplina pessoal e a reflexão sobre a fé.

Por que peixe?
A escolha pelo peixe, alimento tradicionalmente simples e de fácil digestão, acompanha essa lógica: não é um símbolo de luxo ou fartura, mas uma alternativa leve que permite ao corpo cumprir o jejum sem comprometer a saúde. Com o tempo, o hábito ultrapassou os limites religiosos e se tornou uma tradição cultural observada até mesmo por quem não é católico, consolidando o consumo de peixe como marca registrada da Sexta-Feira Santa no Brasil e em outros países de forte influência católica.
O peixe não entrou na lista de abstinência porque, historicamente, nunca foi associado à ostentação ou à gula. Diferente da carne vermelha, consumida em banquetes nobres, o peixe era uma refeição simples, leve e de digestão rápida, tornando-se ideal para o propósito do jejum.
O consumo de peixe nesta data

Entre os pratos mais populares estão o bacalhau e a moqueca, adaptados às tradições locais e aos ingredientes disponíveis em cada região do país.
A diversidade de peixes e frutos do mar no país permite uma infinidade de receitas durante a Semana Santa. No Norte, pratos como peixe no tucupi e moqueca com dendê são destaque. No Centro-Oeste, a mujica com pintado é tradicional. O bacalhau, legado da colonização portuguesa, permanece presente em muitas mesas, preparado de maneira adaptada ao paladar brasileiro, com batata, tomate, cebola e couve.
Assim, a tradição de comer peixe na Sexta-Feira Santa é uma mistura de fé, história e cultura, que atravessa séculos e permanece viva nas mesas brasileiras, unindo religiosidade e gastronomia.
Cirurgias ortopédicas disparam 135% em SC e devolvem mobilidade a pacientes
Nos últimos anos, mais de 151 mil procedimentos foram realizados, ampliando atendimentos para diversas regiões catarinenses
Santa Catarina registrou um aumento de mais de 135% nas cirurgias eletivas de ortopedia desde 2022, totalizando mais de 151 mil procedimentos realizados nos últimos anos. Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES), só em 2025, foram 62 mil operações. O crescimento impacta diretamente a qualidade de vida de pacientes que enfrentavam dores e limitações de mobilidade há anos.





