20 de julho de 2026
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Quando a ansiedade passa a ser transtorno? Christian Dunker explica

Foto: Band/Reprodução
Estudo da OMS revela que 9,3% dos brasileiros sofrem com o transtorno de ansiedade, liderando o ranking global

O Brasil ocupa a primeira posição no ranking mundial de ansiedade, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). A pesquisa aponta que 9,3% da população brasileira apresenta algum tipo de transtorno de ansiedade, um número expressivo que coloca o país à frente de outras nações monitoradas.

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Para situar o cenário brasileiro, a Organização Mundial da Saúde também divulgou índices de outros países que compõem o topo da lista de ansiedade. Após o Brasil, o Paraguai aparece na segunda posição, com 7,6% da população afetada, seguido pela Noruega (7,4%), Nova Zelândia (7,3%) e Austrália (7%).

O dado serve como um termômetro para entender como a saúde mental tem se tornado um desafio público nas grandes metrópoles. De acordo com o psicanalista Christian Dunker, esse cenário de altos índices de ansiedade no Brasil, especialmente nas grandes metrópoles, deve ser analisado paralelamente ao fato de o país ser um dos primeiros colocados também em taxas de depressão.

Ansiedade: desejo ou doença?

A distinção entre a ansiedade produtiva, que impulsiona o indivíduo a buscar bons resultados, e o transtorno de ansiedade, que se manifesta como patologia, é fundamental para o diagnóstico. Segundo Dunker, a etimologia da palavra remete ao desejo. “Ansiedade vem de anseio, e anseio é um tipo de desejo”, explica o especialista. Portanto, sentir-se ansioso por um resultado positivo ou por uma reunião importante é uma resposta natural do ser humano.

No entanto, o problema se instala quando esse desejo se projeta e se antecipa de forma desordenada. Quando a expectativa deixa de ser um motor de ação e passa a ser um fator de paralisação, o transtorno se concretiza. É o momento em que o indivíduo deixa de caminhar em direção ao seu objetivo e se vê travado pelo imprevisto e pela incerteza.

Quando é o momento de buscar ajuda

Dunker ressalta que o sofrimento persistente é o principal indicativo de que é necessário procurar auxílio profissional. Se o quadro se torna crônico e impede a realização de atividades cotidianas, trazendo prejuízos sistemáticos, o acompanhamento clínico torna-se indispensável.

O especialista ainda observa que a relação com o tempo é central na ansiedade e na angústia. “O ansioso, muitas vezes, sente que está à frente de seu tempo, antecipando uma posição em relação à realidade”, conclui Dunker, reforçando a importância de observar os sintomas e não negligenciar o bem-estar mental.

Canal Livre

O Canal Livre deste domingo (19) debate os impactos das transformações tecnológicas e das redes sociais na saúde mental. Em uma sociedade cada vez mais conectada, a conversa aborda como a exposição constante às plataformas digitais influencia o comportamento, as relações pessoais e o aumento dos casos de ansiedade.

Outro tema em destaque é o avanço da inteligência artificial na rotina das pessoas e os riscos de usar essas ferramentas como substitutas do acompanhamento psicológico profissional. O convidado é o psicanalista Christian Dunker, e participam como entrevistadores os jornalistas Fernando Mitre, Thaís Dias e Roberta Scherer. A apresentação é de Adriana Araújo. O Canal Livre vai ao ar no domingo, às 20h, na BandNews TV e, mais tarde, na tela da Band, logo depois de O Som dos Oceanos.

Dupla encapuzada invade casa e mata jovem a tiros na Serra

Mais de 100 estojos de munição deflagrados foram encontrados no local do crime; Polícia Civil investiga o caso

Um jovem de 24 anos foi morto a tiros dentro de casa na tarde deste sábado (18) no município de Lages, na região da Serra catarinense. Segundo a PM, a vítima foi alvejada com cinco disparos de arma de fogo. Porém, outros relatos dão conta que mais de 100 estojos de munição deflagrados foram encontrados no interior do imóvel. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Santa Catarina.