No último final de semana a cultura deixou de ser apenas manifestação artística para se mostrar como identidade viva na Serra catarinense. Isso tudo ocorreu durante a Sapecada da Canção Nativa, festival que mais uma vez reuniu milhares de pessoas em torno da música, da tradição e do sentimento de pertencimento que atravessa gerações. Por alguns dias, Lages se transformou em uma grande roda de mate, versos e acordes. O frio típico da região encontrou abrigo no calor humano de um público que lotou o Recanto do Pinhão para celebrar aquilo que faz parte da alma serrana: o orgulho das raízes.
A Sapecada não é apenas um festival, mas um encontro entre passado e presente. É o espaço onde a memória dos campos, das tropeadas, dos galpões e das histórias contadas ao redor do fogo ganha nova voz por meio da música. Cada composição apresentada carregou um pedaço da identidade do Sul do Brasil, preservando valores e tradições sem deixar de dialogar com as novas gerações. Mais uma vez, o evento evidenciou a força do tradicionalismo em Santa Catarina. Em tempos marcados pelas transformações constantes dos hábitos culturais, a Sapecada demonstra que a tradição permanece viva, que pulsa e que é capaz de mobilizar públicos de diferentes idades.
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O festival também reafirmou a qualidade dos músicos, intérpretes e compositores que fazem da música nativista uma das mais ricas expressões culturais do Estado. As canções apresentadas trouxeram letras cuidadosamente construídas, repletas de imagens poéticas, reflexões sobre a vida, homenagens à terra em forma de arte. Teve espaço para a emoção, para a contemplação e para a celebração. Cada acorde parecia desenhar os contornos dos campos e as vozes davam vida a personagens, histórias e sentimentos que habitam o imaginário serrano.
Talvez seja justamente essa a grande força da Sapecada. Mais do que premiar canções, ela preserva uma forma de enxergar o mundo. Mantém viva uma herança cultural construída por gerações e, ao mesmo tempo, abre espaço para que novos artistas escrevam os próximos capítulos dessa história. Quando a Serra canta, ecoam a memória, a identidade e o orgulho de um povo que reconhece na cultura uma de suas maiores riquezas.
Confira alguns momentos:
Terças Sonoras recebe espetáculo marcado por poesia, jazz e MPB contemporânea
A música encontra abrigo em espaços pequenos, mas alcança sentimentos enormes. É nesse clima de proximidade e escuta que a cantora Bárbara Damásio vai levar para o palco do Paradigma Cine Arte com a releitura…






























