Senador Eduardo Girão (Novo) disse que há provas contundentes contra filho do presidente Lula
O senador Eduardo Girão (Novo) disse que o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pede a prisão de Lulinha, o empresário Fabio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por indícios de envolvimento no esquema de fraude e corrupção que desviou dinheiro de aposentados e pensionistas.
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“Eu espero que hoje não façam a blindagem porque tem um material contundente pedindo a prisão preventiva do próprio filho do presidente, do Lulinha, de parlamentares que tiveram assessores diretos que estão presos. Foram 14 prisões”, disse Girão em entrevista à TV BandNews. O senador do Novo citou a viagem de Lulinha à Portugal, que teria sido paga pelo empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, como um dos fortes indícios para o pedido de prisão no relatório.
“É muita coisa estranha, por exemplo, o Lulinha, filho do presidente Lula, segundo dados da própria Polícia Federal, estaria recebendo R$ 300 mil por mês, do careca do INSS, E um detalhe, viajou, e os advogados dele reconheceram que viajou em classe executiva, que é aquela mais cara, para Portugal, tudo pago pelo careca do INSS, que é uma peça central nesse esquema tenebroso de roubo de aposentados do INSS”, destacou.
Eduardo Girão também mencionou a viagem de férias de Lulinha à Finlândia com diárias de hotéis no valor de R$ 40 mil, que também teriam sido pagos pelo Careca do INSS, e que o senador Davi Alcolumbre (União Brasil) decretou sigilo de 100 anos sobre as visitas do empresário ao Senado.
Nesta manhã, o relator da comissão mista, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), iniciou a leitura do relatório no qual recomenda o indiciamento de 216 pessoas pelas fraudes aos segurados. Além do Lulinha, Orelator da CPMI do INSS pediu o indiciamento do banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, do senador Weverton Rocha (PDT-MA), e do deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG).
Para Gaspar, o indiciamento do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva “fundamenta-se nos elementos probatórios colhidos ao longo dos trabalhos desta CPMI, bem como nas informações constantes da decisão proferida pelo Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal”. O Supremo Tribunal Federal (STF) negou na noite de quinta-feira (26) a prorrogação da CPMI por 8 votos contra 2. O relatório final da CPMI é lido nesta sexta-feira e o prazo de encerramento da comissão é neste sábado (28).
Pedidos de indiciamento
Em relação ao senador Weverton Rocha, o relatório aponta que o parlamentar teve “atuação estratégica como liderança política e suporte institucional da organização criminosa”. Segundo Gaspar, Weverton atuou como o articulador que garantia a fluidez dos interesses do grupo dentro da administração pública, permitindo a manutenção e expansão do sistema de descontos indevidos em benefícios previdenciários. Ele foi indiciado pelos crimes de advocacia administrativa, organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.
O deputado Euclydes Pettersen teve o pedido de indiciamento sob a alegação de que ele foi figura essencial no esquema de fraudes da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Rurais (Conafer) e um dos destinatários de propinas. Ele foi indiciado pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e peculato.
Outros dois apontados em investigação da Polícia Federal como principais operadores do esquema de descontos ilegais de aposentadorias tiveram pedido de indiciamento no relatório final da comissão. Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, inserção de dados falsos em sistema de informática, fraude eletrônica e furto eletrônico.
O Careca do INSS é chamado pelo relator de “principal operador financeiro” do esquema fraudulento de descontos não autorizados em aposentadorias. “Antônio Camilo se consolidou como um dos cérebros da engrenagem criminosa, responsável por movimentar milhões de reais desviados por meio de descontos ilegais em benefícios previdenciários”, afirmou.
Já o empresário Maurício Camisotti teve pedido de indiciamento pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema de informática, fraude eletrônica e furto eletrônico. “O indiciamento de Maurício Camisotti fundamenta-se em sua posição de liderança estratégica e como beneficiário final de uma das maiores estruturas de arrecadação ilícita contra o INSS, operada por meio do Grupo Total Health (THG)”, disse Gaspar.
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