23 de julho de 2024
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Policial

Rombo de R$ 500 milhões: PF mira grupo que contrabandeou 500 mil celulares

Fotos: PF/Divulgação

Mandados e medidas cautelares foram cumpridos em 6 estados e no DF

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (10) uma operação visando desarticular um esquema de importação ilegal de produtos eletrônicos. Segundo as investigações, o grupo  criminoso teria contrabandeado para o Brasil cerca de 500 mil celulares em cinco anos sem o pagamento de tributos, deixando um prejuízo de R$ 500 milhões à Receita Federal.

A Operação Corisco Turbo cumpre em em Santa Catarina, São Paulo, Goiás, Paraná, Maranhão, Rio Grande do Norte e no Distrito Federal, 51 mandados de busca e apreensão, 25 ordens de sequestro de bens imóveis e 42 de veículos, além do bloqueio de R$ 280 milhões nas contas dos alvos da operação. Cerca de 250 policiais federais e 100 servidores da Receita Federal participam da ação.

 

Os mandados foram expedidos pelo Juízo da 12ª Vara Federal do Distrito Federal, que também determinou medidas cautelares contra os principais investigados, como a proibição de deixarem o país, a entrega dos passaportes em 24 horas e a proibição de se ausentarem do município de domicílio, além de comparecer mensalmente ao Juízo Federal para informar suas atividades. Os investigados também estão proibidos de manter contato uns com os outros.

R$ 1,6 bi enviados ao exterior

As investigações apontam que a organização criminosa se subdividia em núcleos que eram responsáveis pela negociação e venda dos produtos eletrônicos, transporte e armazenamento, constituição de empresas fictícias, envio de dinheiro para o exterior e receptação dos produtos para revenda em comércios.

Os investigadores também encontraram indícios de crimes de lavagem de dinheiro e de evasão de divisas por meio de doleiros e da transferência de criptomoedas, com indícios de envio de remessa ilegal de mais de R$ 1,6 bi ao exterior.

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Os suspeitos devem responder pelos crimes de falsidade ideológica, descaminho, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e organização criminosa, que possuem penas que podem chegar a 37 anos de prisão.