14 de julho de 2024
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Saúde

Santa Catarina registra 5º caso de coqueluche em 2024

Foto: Tony Winston/Agência Brasil

Paciente era criança de 12 anos de Joinville

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) da Secretaria de Estado da Saúde confirmou nessa quarta-feira (19) o primeiro caso de coqueluche em Joinville, no Litoral Norte de Santa Catarina, no ano de 2024.

A paciente era uma criança de 12 anos. Segundo a Prefeitura de Joinville, o menino recebeu acompanhamento médico e já está curado. A Vigilância Epidemiológica monitorou acompanhou também familiares e colegas da escola, bem como situação vacinal de todos, para confirmar que estavam imunizados.

 

Este é o quinto caso da doença no estado neste ano. Os outros foram uma mulher de 40 anos em São José, uma bebê de apenas 15 dias em Timbó Grande, um bebê de 4 meses em Florianópolis e outro de 2 meses em Paulo Lopes.

Em Santa Catarina, a cobertura vacinal contra a coqueluche está em 81,48%.

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Entenda a doença

Segundo o Ministério da Saúde, a coqueluche é uma infecção respiratória, transmissível e causada por bactéria. A doença está presente em todo o mundo. Sua principal característica são crises de tosse seca. Pode atingir, também, tranqueia e brônquios. Crianças menores de seis meses podem apresentar complicações da coqueluche que, se não tratada corretamente, pode levar à morte.

Os principais fatores de risco para coqueluche têm relação direta com a falta de vacinação. Os primeiros sintomas podem incluir mal-estar geral, corrimento nasal, tosse seca e febre baixa.

A transmissão da coqueluche ocorre, principalmente, pelo contato direto do doente com uma pessoa não vacinada por meio de gotículas eliminadas por tosse, espirro ou até mesmo ao falar. Em alguns casos, a transmissão pode ocorrer por objetos contaminados com secreções de pessoas doentes. O período de incubação da bactéria, ou seja, o tempo que os sintomas começam a aparecer desde o momento da infecção, é de, em média, 5 a 10 dias podendo variar de 4 a 21 dias e, raramente, até 42 dias.