12 de maio de 2026
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Saúde

Santa Catarina teve quase 100 casos de hantavírus desde 2020

Foto: Banco de imagens
Vírus em circulação no estado é diferente do identificado em navio de cruzeiro e não representa emergência sanitária

O estado de Santa Catarina registrou 96 casos de hantavírus desde o ano de 2020, informou a Secretaria de Estado da Saúde (SES) nesta segunda-feira (11). A infecção pelo vírus ganhou destaque após um navio de cruzeiro no Oceano Atlântico apresentar um surto entre os passageiros, resultando em 11 casos confirmados e três mortes.

Neste ano, um único caso de hantavirose foi confirmado em fevereiro, no município de Seara, no Oeste catarinense. “Em Santa Catarina, a forma de transmissão do único caso registrado em 2026 está relacionada ao contato com secreções e excretas de roedores silvestres infectados”, informou a SES. A paciente, moradora da área rural, permaneceu internada por 16 dias e recebeu alta após recuperação completa.

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Recentemente, o ano de 2023 foi o que mais teve registros, com 26 casos confirmados. Foram 11 hantaviroses confirmadas em 2024 e outras 15 em 2025. A SES esclarece que essa é uma doença já conhecida e monitorada de forma constante em Santa Catarina nos últimos anos. “A Secretaria de Estado da Saúde (SES) esclarece que não há cenário de emergência sanitária ou motivo para pânico”, informou a pasta.

O que é a hantavirose?

A hantavirose é uma doença infecciosa aguda causada por vírus do gênero Orthohantavirus, transmitida principalmente pela inalação de partículas virais presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. Não há transmissão pelo ar entre pessoas nas cepas circulantes no Brasil. A principal forma de prevenção está relacionada aos cuidados ambientais e ao controle da exposição a locais com presença de roedores.

“Os casos costumam ocorrer em áreas rurais, galpões, depósitos, paióis, lavouras, locais fechados por longos períodos ou ambientes com acúmulo de sujeira e presença de fezes de ratos silvestres. Trabalhadores rurais, pessoas que realizam limpeza de locais fechados e indivíduos expostos a ambientes naturais estão entre os grupos mais suscetíveis”, explica o infectologista Fábio Gaudenzi, superintendente de Vigilância em Saúde estadual.

Foto: Banco de imagens

Segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), a linhagem do vírus associada ao surto no navio de cruzeiro, identificada como uma cepa originária da Cordilheira dos Andes transmissível entre pessoas, é diferente da circulante em Santa Catarina, que não é transmissível entre humanos. A própria hantavirose possui baixa incidência no estado quando comparada a outras doenças respiratórias em infeciosas.

Sintomas e prevenção

Santa Catarina mantém vigilância ativa para a hantavirose, com protocolos definidos para investigação, diagnóstico e acompanhamento de casos suspeitos. Os principais sintomas incluem febre, dor no corpo, dor de cabeça, mal-estar, náuseas e dificuldade respiratória.

Nos casos mais graves, pode ocorrer comprometimento pulmonar importante. Por isso, pessoas que apresentarem sintomas após exposição a ambientes de risco devem procurar atendimento médico imediatamente e informar o histórico de contato com áreas possivelmente contaminadas.

Como se prevenir
  • Evitar contato com locais com sinais de roedores;
  • Manter ambientes limpos e ventilados;
  • Evitar o acúmulo de lixo e restos de alimentos;
  • Armazenar grãos e rações em recipientes fechados;
  • Antes de limpar locais fechados por muito tempo, abrir portas e janelas por pelo menos 30 minutos;
  • Não varrer fezes ou urina de roedores a seco;
  • Utilizar água sanitária diluída para umedecer o local antes da limpeza;
  • Utilizar equipamentos de proteção, como luvas e máscaras, em ambientes com risco de contaminação.

           

             

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