15 de maio de 2026
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Segurança

SC decretará alerta climático para conter impactos do ‘Super’ El Niño

Foto: Roberto Zacarias/ Secom
Fenômeno com potencial de ‘intensidade muito forte’ deve chegar mais cedo neste ano

O governo de Santa Catarina irá emitir uma alerta climático para preparar o estado para os possíveis efeitos de um “Super El Niño”, previsto para iniciar entre os meses de junho e agosto deste ano. O fenômeno, causado pelo aquecimento do Oceano Pacífico na altura do Equador, irá provocar tempestades com chuvas intensas que podem resultar em tornados, enxurradas, inundações e deslizamentos na região Sul do Brasil.

Segundo a Defesa Civil estadual, o decreto está em fase de elaboração técnica pelos órgãos competentes, e integra um conjunto de ações preventivas em resposta aos cenários climáticos climáticos projetados para o segundo semestre. A medida deve facilitar o acesso dos municípios a recursos e facilitar ações de prevenção e preparação, com foco na proteção da população diante de possíveis eventos extremos.

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A última previsão do Fórum Climático Catarinense, realizado em 28 de abril, aponta mais de 80% de chance de formação do El Niño no decorrer deste inverno. Segundo a National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), agência estadunidense referência no monitoramento climático, há 25% de chance de este se tratar de um fenômeno de “intensidade muito forte”. “Esse cenário demanda acompanhamento contínuo e preparação por parte dos órgão públicos e da população, visto que aumenta o potencial de impactos”, afirma a Defesa Civil.

O que esperar em SC

Segundo a previsão do Fórum Climático Catarinense, que integra meteorologistas da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil, Epagri/Ciram e do AlertaBlu, além de profissionais e pesquisadores de instituições de ensino, este El Niño deve ganhar força rapidamente e alcançar seu ague durante a primavera. “Um El Niño forte não implica, necessariamente, na ocorrência de eventos extremos, mas aumenta a probabilidade desses episódios acontecerem”, esclarece o órgão.

Nos estados da região Sul, a influência do fenômeno poderá ser sentida antes mesmo da sua configuração completa. A tendência é de um aumento gradual em sistemas que favoreçam a formação de tempestades e chuvas intensas em Santa Catarina. Além disso, com o aquecimento do Oceano Pacífico, a atmosfera também tende a ter  temperaturas acima da média para o inverno.

A mudança se torna mais perceptível a partir de junho. Modelos climáticos indicam que o mês terá volumes de precipitação dentro a acima da média, com chuvas mais frequentes e temporais mais intensos. O cenário eleva o alerta para a ocorrência de tornados na região Oeste dos estados do Sul, elevação do nível dos rios e quedas de barreira.

Foto: Divulgação/SPDC/SC

Estratégias de prevenção

Além do decreto de emergência climática, a Defesa Civil de Santa Catarina informa que estruturou um amplo pacote de investimentos para preparar os municípios para possíveis cenários extremos. Somente no Alto Vale do Itajaí, região mais vulnerável a enchentes durante chuvas intensas, foram aplicados R$ 485 milhões em obras e ações estratégicas, como reformas e automação do sistema de barragens e o desassoreamento de rios, ampliando a capacidade de escoamento da água e reduzindo o risco de transbordamentos em áreas urbanas.

O Estado também ampliou sua rede de monitoramento, que hoje conta com 172 estações hidrometeorológicas, com dados atualizados a cada 15 segundos, além do fortalecimento das estruturas de resposta nos municípios. Outra estratégia da Defesa Civil é a comunicação com a população, que é orientada a acompanhar as informações divulgadas por órgãos oficiais, principalmente os alertas meteorológicos, dada a constante atualização das informações e previsões dos modelos atmosféricos.

           

             

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