Programa Olho Bom amplia monitoramento do trânsito de animais com tecnologia e integração de dados
Santa Catarina inicia uma nova etapa no controle do trânsito de animais e produtos agropecuários com a implantação do Programa Olho Bom, coordenado pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). A iniciativa prevê investimento de R$ 44 milhões em tecnologia, infraestrutura e reforço operacional para modernizar a fiscalização e fortalecer a defesa sanitária no Estado.
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O programa contempla a aquisição de veículos, câmeras de monitoramento, sistemas digitais e a modernização dos postos de fiscalização já em funcionamento. A proposta é ampliar a eficiência do controle sanitário, área em que Santa Catarina é referência nacional e possui reconhecimento internacional, especialmente na exportação de carnes para mercados exigentes. Durante o anúncio da iniciativa, o governador Jorginho Mello destacou que a sanidade animal é estratégica para a economia catarinense. Segundo ele, o reconhecimento internacional alcançado pelo Estado, inclusive com acesso ao mercado asiático, exige vigilância constante e investimentos em inovação para manter os padrões de qualidade.
A presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, afirmou que o Olho Bom representa um avanço estrutural e tecnológico na defesa agropecuária. “A proposta é tornar a fiscalização mais ágil, integrada e orientada por inteligência de dados, com foco na proteção da produção rural e na segurança dos alimentos que chegam à população”, completou.
Plataforma digital integrada
Um dos principais eixos do programa é a criação de uma plataforma digital para análise autônoma e monitoramento em tempo real do trânsito agropecuário. O sistema permitirá o compartilhamento de dados entre a Cidasc, a Secretaria de Estado da Segurança Pública de Santa Catarina, a Polícia Militar, o Departamento Estadual de Trânsito de Santa Catarina e a Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina. A integração deve ampliar o monitoramento nas divisas e fronteiras estaduais, coibindo a circulação irregular de produtos de origem animal e vegetal e reforçando a rastreabilidade e o cumprimento das normas sanitárias.
Fiscalização reforçada
O programa também prevê o fortalecimento da fiscalização volante, com a aquisição de 40 veículos 4×4, equipamentos de informática, internet móvel e materiais de sinalização e segurança. A medida amplia a mobilidade das equipes e garante maior presença do Estado em áreas estratégicas, aproximando a fiscalização das propriedades rurais e da logística agropecuária.
Outro ponto central é a reestruturação de 15 Postos Fixos de Fiscalização (PFF). As unidades passarão por adequações para incorporar novas tecnologias e otimizar processos, tornando o controle do transporte de cargas agropecuárias mais eficiente e responsivo. Além dos investimentos em tecnologia e infraestrutura, o programa prevê a reorganização das atividades dos agentes operacionais, integrando o trabalho entre postos fixos, equipes volantes e monitoramento remoto. A proposta inclui ajustes na jornada de trabalho e ações de valorização profissional, buscando mais eficiência operacional e segurança jurídica nas atividades.
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