25 de maio de 2026
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Serra do Tabuleiro abriga espécies ameaçadas e nova descoberta científica

Foto: Diego José Santana e Luciano Candisani
Com menos de 50 indivíduos, o preá-de-moleques-do-sul vive apenas em ilhas protegidas do litoral catarinense

Com menos de 50 indivíduos registrados, o preá-de-moleques-do-sul vive apenas nas Ilhas Moleques do Sul, área protegida do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, em Santa Catarina. A espécie ameaçada de extinção e a recente descoberta de um novo anfíbio na unidade mostram a importância ambiental e científica do maior parque estadual de conservação catarinense.

O pequeno mamífero vive isolado no arquipélago localizado no Litoral da Grande Florianópolis e enfrenta riscos elevados de extinção devido à baixa variabilidade genética. Segundo a bióloga do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), Luthiana Carbonell dos Santos, o cruzamento entre indivíduos da própria população ao longo da evolução tornou a espécie menos resistente a ameaças externas.

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Foto: Diego José Santana

Por conta da vulnerabilidade ecológica, o arquipélago foi classificado como Zona Intangível do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro. O desembarque nas ilhas é proibido sem autorização prévia do IMA, e a fiscalização é realizada pela Marinha do Brasil, Polícia Militar Ambiental e equipes do instituto. “A ilha é um verdadeiro extremo biológico; é admirável como um mamífero conseguiu evoluir e persistir por tanto tempo em um espaço tão pequeno, com recursos tão escassos”, afirma a bióloga Luthiana Carbonel.

Além do trabalho de fiscalização, a espécie integra um plano estadual de conservação coordenado pelo IMA e também faz parte do Plano Nacional para a Conservação dos Pequenos Mamíferos Florestais, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Nova espécie descoberta

Foto: Diego José Santana

O potencial científico do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro também ganhou destaque com a recente descrição do Brachycephalus tabuleiro, conhecido como pingo-de-ouro-do-tabuleiro. O anfíbio foi identificado por pesquisadores na área da unidade de conservação e recebeu o nome em homenagem ao parque.

Para o coordenador do parque, o biólogo Daniel de Araújo Costa, a descoberta evidencia a relevância da região para a ciência e para a preservação da biodiversidade brasileira. “A descoberta desse novo anfíbio reforça que a unidade é um espaço de constante revelação científica e indica que ainda há muito a ser descoberto dentro do parque”, destaca.

Importância estratégica

Foto: Jonatã Rocha/SecomGOVSC

Com 84,1 mil hectares, o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro é considerado a principal unidade de conservação de Santa Catarina e exerce papel estratégico no abastecimento hídrico da Grande Florianópolis e do Litoral Sul. As bacias dos rios Cubatão, D’Una e Vale do Braço garantem o fornecimento de água potável para mais de um milhão de pessoas.

Reconhecido pela Unesco como Zona Núcleo da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, o parque reúne ações de preservação conduzidas em parceria entre o IMA, Polícia Militar Ambiental, Marinha do Brasil, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e Instituto Tabuleiro.

O Centro de Visitantes do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, localizado no Maciambu, funciona de quarta a domingo, das 9h às 17h, com atividades de educação ambiental, palestras e acesso ao Eco Museu.

Vídeo: moradores de prédio são resgatados durante incêndio

O fogo teria começado em um equipamento eletrônico acoplado a um notebook

Um incêndio em um apartamento mobilizou equipes de resgate na manhã desta segunda-feira (25), no bairro Canto do Estreito, em Florianópolis. Duas pessoas precisaram ser resgatadas. O morador do apartamento atingido afirmou que o fogo teria começado em um equipamento eletrônico acoplado a um notebook, que estava sobre uma mesa. Ele ainda tentou conter as chamas com o uso de dois extintores, mas não conseguiu impedir que o incêndio se espalhasse.