12 de fevereiro de 2026
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Surto do vírus Nipah levanta preocupações durante o carnaval no Brasil; entenda

Foto: Reprodução/ Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA
Doença com letalidade de até 70% teve casos confirmados na Índia

A chegada do carnaval associada a notícias de que um vírus letal está em circulação em algum lugar no mundo não desperta boas lembranças nos brasileiros. Afinal, os primeiros casos de Covid-19 no Brasil foram registrados no começo de 2020, muito próximos do carnaval daquele ano, enquanto vários países já conhecia os efeitos da rápida transmissão do coronavírus. Desta vez, o surto do vírus Nipah, na Ásia, é que gera preocupação naqueles que pretendem se jogar na folia.

Casos da doença foram notificados em 2025 em países como Índia e Bangladesh – este último teria ao menos uma morte associada. O Nipah pode provocar febre, dor de cabeça, confusão mental e dificuldades respiratórias. São justamente os casos graves de insuficiência respiratória o que mais preocupa: o vírus tem alta letalidade (40 % a 75 %) e não possui vacina ou tratamento específico aprovado.

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Entenda a situação no Brasil

O Ministério da Saúde divulgou na última segunda-feira (9) um comunicado em que desmente botados de possíveis casos de contaminação pelo Nipah no país. “O Brasil mantém protocolos permanentes de vigilantes a agentes altamente patogênicos e garante que o risco de uma pandemia causada pelo vírus continua sendo considerado baixo”, afirma a pasta. Essa é a mesma avaliação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com a OMS, o surto recente registrado na Índia teve dois casos confirmados, ambos entre profissionais de saúde, e está praticamente encerrado. Não há, portanto, nenhuma evidência de disseminação internacional ou risco para a população brasileira. O Ministério da Saúde orienta checar qualquer informação duvidosa antes de compartilhá-la, alertar amigos e familiares, denunciar conteúdos falsos e evitar compartilhar mensagens suspeitas.

Risco de nova pandemia?

Segundo a OMS, foram identificadas 198 pessoas que tiveram contato com os dois casos confirmados da Índia. Todas elas foram testadas e tiveram resultado negativo. O último caso foi registrado no país em 13 de janeiro, indicando que o evento já se aproxima do fim do período de acompanhamento.

Em informe técnico recente, a OMS classificou o risco de pandemia como baixo e reforçou que não há registro de casos fora dessa região nem em outros países citados equivocadamente em conteúdos desinformativos. Além disso, o vírus está associado a espécies específicas de morcegos que não existem no Brasil, o que afasta qualquer indicação de risco para a população brasileira no momento.

O Nipah é um vírus conhecido pela ciência, identificado pela primeira vez em 1998 na Malásia. Desde então, os surtos registrados foram exclusivamente no Sudeste Asiático. Ele ocorre de forma natural em alguns animais, especialmente morcegos-frugívoros, e pode ser transmitido ao ser humano em situações de contato direto com animais infectados ou com alimentos contaminados. A transmissão entre pessoas foi observada apenas em contextos de contato próximo e restrito. Não há evidências de disseminação ampla na população nem de ameaça iminente de pandemia global, como sugerem boatos.

           

             

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