Documentos apontam que ministros do STF recorreram a voos privados; caso amplia debate sobre uso de aeronaves por autoridades
Novos documentos revelam que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, também utilizou jatinhos de uma empresa ligada ao conglomerado do Banco Master, ampliando o caso que já envolvia o ministro Alexandre de Moraes.
> Siga nosso canal no WhatsApp e receba as notícias do TVBV Online em primeira mão
De acordo com informações divulgadas pela Folha de S. Paulo, Toffoli usou aeronaves da empresa Prime Aviation, empresa ligada a Daniel Vorcaro, em julho de 2025. Na ocasião, o ministro viajou de Brasília para o interior de São Paulo e seguiu até o Tayayá, um resort no Paraná. Registros de voo foram cruzados com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).
O caso veio à tona após a divulgação de que Moraes teria utilizado aeronaves da mesma empresa em ao menos oito ocasiões. As aeronaves estariam ligadas ao empresário Daniel Vorcaro, que também é citado em investigações e negocia um acordo de delação premiada.
Segundo apurações, Toffoli teria realizado ainda outros voos em aeronaves de empresários. A defesa do ministro foi procurada, mas não houve manifestação até o momento.
O episódio levanta questionamentos sobre a relação entre autoridades públicas e o uso de voos privados, especialmente diante da possibilidade de conflitos de interesse. Também reacende o debate sobre o uso de aeronaves oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) e os custos envolvidos.
Nos bastidores, há expectativa em torno da possível delação de Daniel Vorcaro, que está sendo analisada pela Polícia Federal. Investigadores aguardam a apresentação de provas que possam confirmar eventuais irregularidades apontadas pelo empresário.
FOTOS: Temporal no Sul de SC causa destruição na tarde desta quinta
Defesa Civil trabalha no levantamento de dados de desabrigados, desalojados e residências atingidas
Um forte temporal atingiu o município de Treze de Maio, na região Sul do estado, causando destruição de edificações, queda de árvores e destelhamento de residências. Segundo a última atualização da Defesa Civil de Santa Catarina, divulgada às 17h30, não há registro de desabrigados e desalojados, mas o levantamento segue em andamento. O município ainda não decretou estado de emergência, mas estuda a possibilidade e deve fazê-lo ainda nesta quinta-feira (2). Ainda não há informação sobre mortos e feridos.





