27 de fevereiro de 2026
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Ocorrência

Tragédia em Minas: Sobe para 64 o número de mortes

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O desastre climático na Zona da Mata de Minas Gerais devido as chuvas históricas registradas entre segunda (23) e terça-feira (24).

Na manhã desta sexta-feira (27) o Governo de Minas e o Corpo de Bombeiros confirmaram que 64 corpos foram resgatados nas ações de busca na região da Zona da Mata. Em Juiz de Fora foram registrados 58 óbitos e outros seis em Ubá. Em Juiz de Fora três vítimas ainda não foram localizadas e outras 3 mil estão desalojadas. Já em Ubá duas pessoas permanecem desaparecidas, 500 estão desabrigadas e outras 1.200 desalojadas.

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Os trabalhos de buscas estão sendo realizados 24 horas por dia, mas as chances de encontrar sobreviventes diminuíram. As prefeituras de Juiz de Fora e Ubá decretaram estado de calamidade pública. Em Juiz de Fora bairros ficaram isolados e ocorreu o registro de pelo menos 20 pontos de soterramentos, principalmente na região Sudeste do município. Em Ubá, localizada a 100 km de Juiz de Fora, em três horas a chuva em cerca de três horas provocou a maior inundação dos últimos anos. Além disso, as cidades de Barão de Monte Alto, Caparaó, Divinésia, Dores do Turvo, Durandé, Leopoldina, Matipó, Muriaé, Patrocínio do Muriaé, Paula Cândido, Pequeri e Viçosa enfrentam situação de emergência.

Chuvas históricas e previsão de mais chuva

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Juiz de Fora registra o mês mais chuvoso em 65 anos, com mais de 740 milímetros acumulados e quase 140 milímetros registrados apenas nas últimas 24 horas. O volume de chuva medido neste mês já é o maior desde o início das medições na cidade, em 1961. Anteriormente os maiores volumes em Juiz de Fora foram registrados nos meses de janeiro. Em 1985, o acumulado chegou a cerca de 715 milímetros; em 1961, ficou pouco acima dos 600 milímetros; em 2007, atingiu quase 590 milímetros; e em 1966, 516 milímetros.

Ainda segundo o Inmet, até sábado há previsão de até 100 milímetros adicionais de chuva para o município. Com a persistência da instabilidade, o cenário é de atenção para áreas sujeitas a alagamentos e encharcamento do solo. Em situações de chuva intensa e prolongada, aumentam os riscos de transbordamento de córregos e deslizamentos de encostas em regiões urbanas.

           

             

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