16 de julho de 2024
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Saúde

Tratamento de HIV com comprimido único chega a farmácias no Brasil

Combinação de dois antirretrovirais permite medicação em dose única diária

Pacientes com HIV ou aids agora poderão dar continuidade ao tratamento com um único comprimido. O Ministério da Saúde concluiu a distribuição das primeiras unidades de uma combinação inédita de dois medicamentos eficazes: os antirretrovirais dolutegravir 50mg + lamivudina 300mg. Ao todo, foram distribuídas aos estados e ao Distrito Federal 5,6 milhões de unidades do medicamento.

Anteriormente, o tratamento do HIV envolvia exclusivamente combinações de vários medicamentos de diferentes classes para suprimir efetivamente o vírus e retardar a progressão da doença. Com o novo remédio, os usuários ganham a possibilidade de utilizar um tratamento com uma única dose diária.

Neste momento, no entanto, devido à atual disponibilidade do medicamento, a transição do uso da terapia com dois comprimidos para apenas um deve ocorrer de maneira gradual e contínua, obedecendo aos seguintes critérios: idade igual ou superior a 50 anos, adesão regular, carga viral menor que 50 cópias no último exame e ter iniciado a terapia dupla até 30/11/2023.

Monica Meira, conselheira federal de Farmácia por Alagoas, destaca a importância de novos medicamentos e tecnologias para facilitar o tratamento do HIV. “A combinação dos antirretrovirais em um único comprimido diário representa um avanço significativo nos tratamentos disponíveis, simplificando a rotina dos pacientes. A possibilidade de tomar apenas um comprimido por dia não apenas facilita a adesão ao tratamento, mas também contribui para melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas pelo HIV”.

“Espero que essa iniciativa não apenas simplifique o tratamento, mas também contribua para reduzir as barreiras no acesso aos medicamentos, assegurando que um maior número de pessoas tenha a oportunidade de viver com qualidade e dignidade, independentemente de sua condição de saúde. Este é um passo significativo rumo a uma saúde mais inclusiva e acessível para todos”, ressalta a conselheira.

 

Foto: Conselho Federal de Farmácia/Reprodução