Investigação aponta que vítima foi atacada com socos, chutes e ameaças de morte por seis homens após abordagem no bairro Itaguaçu
Um homem suspeito de participar do espancamento e roubo de um vendedor de 44 anos foi preso nesta quarta-feira (29), em Florianópolis. A vítima relatou ter sofrido ofensas homofóbicas antes das agressões. Além da prisão, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, enquanto um segundo mandado de prisão segue em aberto.
A ação faz parte da investigação sobre o ataque ocorrido na noite de 22 de junho, na Praia das Palmeiras, no bairro Itaguaçu, região continental da Capital. Segundo a Polícia Civil, a operação busca reunir mais provas sobre o crime e identificar a participação dos investigados. Objetos considerados de interesse para a apuração também foram apreendidos durante as diligências.
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Como aconteceu o crime
De acordo com a investigação, o vendedor caminhava pela orla após sair do trabalho quando foi abordado por um grupo de seis homens. Em depoimento, a vítima relatou que um dos suspeitos passou a questioná-lo e, após ouvi-lo falar, teria dito aos demais: “Pela voz, já vi que é bichinha, que é gayzinho”. Em seguida, conforme o relato, o grupo retornou e iniciou as agressões.
O homem afirmou ter recebido socos e chutes no rosto e nas costelas enquanto era ameaçado de morte. Durante a ação, os criminosos roubaram a chave da casa e o par de tênis da vítima. As agressões continuaram com golpes desferidos, inclusive, com o próprio calçado roubado.
A vítima foi socorrida por moradores da região e levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde permaneceu em observação médica para descartar traumatismo craniano. A Polícia Militar (PMSC) realizou buscas logo após o crime, mas os suspeitos não foram localizados naquele momento.
Segundo a Polícia Civil (PCSC), inicialmente seis pessoas passaram a ser investigadas. Dois suspeitos tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. Um deles foi capturado durante a operação desta quarta-feira, enquanto o outro continuava sendo procurado até a última atualização da ocorrência.

Em nota, a Polícia Civil informou que a investigação apura o crime de roubo e outros delitos relacionados. As autoridades também investigam se o ataque teve motivação homofóbica, circunstância que ainda será esclarecida ao longo do inquérito.
Após o crime, o vendedor deixou a residência onde morava por questões de segurança. Com a ajuda de colegas de trabalho, conseguiu se mudar e recebeu apoio por meio de uma campanha para aquisição de móveis e eletrodomésticos básicos. O caso também passou a ser acompanhado pelo Núcleo de Enfrentamento às Violências e Apoio às Vítimas (Neavit), do Ministério Público de Santa Catarina.
Com vento de 120 km/h, SP e RJ têm 5 mortes, caos no transporte e apagão
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