30 de janeiro de 2026
TVBV ONLINE
Flávio Jr

Vídeo: A arte da pesca da tainha na pedrada

Imagem: Reprodução / Redes Sociais.

No litoral catarinense, a pesca da tainha não é apenas ofício, é um ritual. Quando o outono se anuncia e o vento sul começa a desenhar rugas no mar, as praias mudam de ritmo. O tempo desacelera, os olhos se voltam para o horizonte e a espera vira linguagem comum entre gerações. A tainha que chega não alimenta só o corpo: sustenta memórias, fortalece vínculos e reafirma uma identidade moldada entre areia, rede e sal.

A safra da tainha é uma cerimônia coletiva por natureza. É o silêncio atento do vigia no morro, braço estendido apontando o cardume. É a coordenação da terra com o mar, um chamado que reúne a comunidade antes do amanhecer e o gesto ensaiado de puxar a rede em coro. Pescar tainha é também aprender a esperar e a respeitar o tempo do mar.

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Entre redes e canoas, porém, sobrevive um modo inusitado e quase invisível aos olhos apressados: a pesca da tainha na pedrada. Isso mesmo, um vídeo divulgado nas redes sociais, que não possibilita identificar o lugar, traz um pescador solitário, atento como quem lê o mar em braile. Ele caminha pela beira d’água, entre blocos adornados por ostras, espreitando um pequeno cardume que se alimenta. Não é força que guia o gesto, mas precisão. Ele observa a água, calcula, antecipa o movimento do peixe. A pedra voa breve e certeira. Um golpe seco, ancestral, que exige silêncio, paciência e uma intimidade rara com o ritmo da natureza.

Esse método, simples e surpreendente, carrega a mesma poesia das grandes puxadas de rede. É a prova de que a tradição também cabe no detalhe, no gesto mínimo, na habilidade que não faz barulho. A pedrada não disputa espaço com a pesca coletiva; ela a complementa, como um verso curto dentro de um poema longo. Assim, a pesca da tainha segue sendo mais do que sustento: é narrativa viva do litoral catarinense. Seja na força de muitos braços puxando a rede ou na exatidão de uma pedra lançada no tempo certo e com precisão.

Confira o vídeo cedido por @sos_naufragados:

           

             

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