Buscas em Santa Catarina ocorrem em investigação sobre investimentos da RioPrevidência no Banco Master
Dois endereços em Balneário Camboriú e Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina, foram alvo de buscas em uma nova fase da operação contra crimes financeiros cometidos pela gestão do Banco Master. As ordens judiciais nas duas cidades com o metro quadrado mais caro do país foram cumpridas pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quarta-feira (11).
No momento em que os policiais realizariam as buscas, segundo a PF, um ocupante do apartamento em Balneário Camboriú jogou uma mala cheia de dinheiro em espécie pela janela. Os policiais conseguiram recuperar o montante – que não teve valor divulgado – e também apreenderam no local dois veículos de luxo e dois celulares.
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As buscas tiveram como alvo endereços ligados a dois investigados na terceira fase da Operação Barco de Papel. Os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de obstrução de investigações e de ocultação de provas.

A foco da Operação Barco de Papel é a aplicação de R$ 970 milhões do RioPrevidência, fundo de aposentadorias dos servidores do Estado do Rio de Janeiro, em letras financeiras do Banco Master – instituição liquidada pelo Banco Central. Segundo a PF, as aplicações, realizadas entre 2023 e 2024, podem ter ocorrido de forma irregular, com indícios de gestão fraudulenta, indução ao erro da administração pública e possível desvio de recursos.
São investigados crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, além de ocultação de provas e obstrução. Nas duas fases anteriores da operação, foram realizadas buscas, apreensões e prisões no Rio de Janeiro e também Santa Catarina. Entre os alvos estão ex-gestores do RioPrevidência e outros investigados.
Ministério Público pede exumação do corpo do cão Orelha para perícia
Pedido, que ainda será analisado pelo Judiciário, deve ajudar a aprofundar as investigações sobre o caso
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) solicitou nesta segunda-feira (9) a exumação do corpo do cão comunitário Orelha, morto em Florianópolis em janeiro, para a realização de uma perícia direta. O pedido ainda deve ser analisado e deferido ou negado pelo Poder Judiciário.





