29 de agosto de 2025
TVBV ONLINE
Paulo Chagas

Violência contra as mulheres, uma emergência silenciosa em Santa Catarina

Senadora Ivete da Silveira faz alerta no Senado sobre aumento da violência contra a mulher no Estado / Foto: Carlos Moura/Agência Senado

No plenário do Senado, a senadora Ivete da Silveira (MDB-SC) fez um alerta que não pode ser ignorado: a violência contra a mulher em Santa Catarina atingiu patamares alarmantes. Os números falam por si. De janeiro a julho deste ano, mais de 18 mil medidas protetivas foram concedidas pela Justiça, o equivalente a 87 pedidos de socorro por dia. Nesse mesmo período, 106 feminicídios foram julgados no estado, o que representa um crescimento de 36% em relação a 2024. Se isso não fosse suficiente, há ainda outro dado que expõe a dimensão do problema: um terço de todos os processos penais em Santa Catarina está relacionado à violência doméstica, totalizando 23 mil ações apenas em sete meses. É uma verdadeira epidemia social, como bem classificou a senadora, uma “emergência silenciosa” que destrói famílias e corrói a dignidade humana.

Defesa de medidas concretas

Ivete defendeu medidas concretas, como a ampliação de delegacias especializadas, mais casas-abrigo, capacitação dos agentes de segurança e redes de acolhimento às vítimas. Mas foi além: lembrou que a solução também passa pela educação, desde a infância, para construir uma cultura de paz e respeito. E é nesse ponto que sua fala ganha ainda mais relevância. Ao assumir essa bandeira no Senado, a senadora dá voz a milhares de mulheres catarinenses que vivem sob ameaça diária. Não basta apenas contabilizar estatísticas: é preciso transformar dados em políticas públicas, indignação em ação. Ivete cumpre esse papel com firmeza. Sua iniciativa não é apenas uma denúncia, é um chamado coletivo à responsabilidade. Porque, como ela mesma afirmou, “a violência contra a mulher não é um problema das mulheres, é um problema de todos nós”.