Pesquisadores descobriram que a formação do Maciço Tamu é mais complexa do que se imaginava e pode mudar estudos sobre a evolução da Terra
Um gigantesco vulcão submerso, com cerca de 310 mil quilômetros quadrados de extensão, voltou a chamar a atenção da comunidade científica após novos estudos indicarem que sua origem é muito mais complexa do que se imaginava. Encontrado a quase 2 mil metros de profundidade no Oceano Pacífico, a leste do Japão, o Maciço Tamu foi considerado o maior vulcão único da Terra, mas análises mais recentes sugerem que sua formação está ligada à expansão do fundo oceânico e ao movimento das placas tectônicas.
> Siga nosso canal no WhatsApp e receba as notícias do TVBV Online em primeira mão
O Maciço Tamu fica na elevação de Shatsky, uma região localizada no noroeste do Oceano Pacífico. Sua estrutura ocupa uma área semelhante à soma dos territórios da Grã-Bretanha e da Irlanda, com aproximadamente 310 mil quilômetros quadrados. O topo da formação está a cerca de 1.980 metros abaixo da superfície do mar, enquanto sua base chega a mais de 6 quilômetros de profundidade.
Durante anos, os cientistas acreditaram que o maciço havia sido formado por sucessivas erupções de um único vulcão em escudo, semelhante aos encontrados no Havaí, porém em uma escala muito maior. Essa hipótese ganhou força em 2013, quando um estudo apontou que a estrutura poderia ser o maior vulcão individual já identificado na Terra.
Novos estudos mudaram a história do vulcão
A interpretação começou a mudar em 2019, após uma expedição científica a bordo do navio Falkor realizar quase dois milhões de medições magnéticas na região. Os pesquisadores identificaram faixas de rochas com polaridades magnéticas diferentes, um padrão incompatível com a formação de um único vulcão.
Os novos dados indicam que o Maciço Tamu provavelmente surgiu durante a expansão do fundo do oceano, quando grandes volumes de magma preencheram fraturas abertas à medida que as placas tectônicas se afastavam. Essa descoberta levou os cientistas a concluir que a estrutura é resultado da combinação de diversos processos geológicos, e não apenas de uma única fonte vulcânica.
Formação começou há cerca de 145 milhões de anos
Perfurações realizadas durante a Expedição 324 do Programa Internacional de Descoberta Oceânica encontraram espessas camadas de basalto, algumas com até 23 metros de espessura. As rochas indicam que a formação do Maciço Tamu ocorreu durante o Jurássico Superior, há aproximadamente 145 milhões de anos.
Segundo os pesquisadores, a estrutura foi moldada por fatores como a separação simultânea de três placas tectônicas, grandes fraturas na crosta terrestre, intenso fluxo de magma e a interação entre uma pluma mantélica e uma dorsal oceânica.
Estrutura ajuda cientistas a entender a evolução da Terra
Apesar de permanecer escondido sob o Oceano Pacífico, o Maciço Tamu é considerado um dos mais importantes laboratórios naturais para o estudo da geologia marinha. As novas descobertas ajudam os cientistas a compreender como o calor interno da Terra, o magma e o movimento das placas tectônicas atuaram na formação da crosta oceânica ao longo de milhões de anos e podem mudar a forma como outras grandes estruturas submersas são interpretadas.
Briga por pagamento de aluguel termina com idoso enterrado no próprio quintal
Homem de 75 anos foi encontrado com mãos, pés e pescoço amarrados; dois inquilinos foram presos em flagrante e são investigados pelo homicídio
Um idoso de 75 anos, que estava desaparecido desde a última quinta-feira (23), foi encontrado morto e enterrado nos fundos da própria residência, em Pinhalzinho, no Oeste de Santa Catarina. Segundo a Polícia Civil (PCSC), a vítima estava com as mãos e os pés amarrados, e dois homens que moravam como inquilinos no imóvel foram presos em flagrante, suspeitos de envolvimento no crime. A investigação aponta que o homicídio pode ter sido motivado por uma discussão envolvendo o pagamento do aluguel.








