11 de setembro de 2026
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11 de setembro: 25 anos de um ataque que mudou os Estados Unidos e o mundo

Imagem: Reprodução / Redes Sociais.

Os atentados de 2001 deixaram 2.977 mortos e desencadearam uma nova era na política, na segurança e nas relações internacionais

Há 25 anos, o mundo acompanhava pela televisão uma das imagens mais marcantes e traumáticas do século XXI. Na manhã de 11 de setembro de 2001, 19 terroristas ligados à organização extremista al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais nos Estados Unidos. Dois deles foram lançados contra as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York; um terceiro atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa, na Virgínia. O quarto avião caiu em uma área rural da Pensilvânia depois que passageiros e tripulantes tentaram retomar o controle da aeronave. Ao todo, 2.977 pessoas de 90 países morreram nos ataques.

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O impacto foi imediato e ultrapassou as fronteiras americanas. Os Estados Unidos interromperam temporariamente grande parte do tráfego aéreo, reforçaram o controle de fronteiras e passaram a tratar o terrorismo internacional como uma das principais ameaças à segurança nacional. Em outubro daquele mesmo ano, o governo norte-americano iniciou a guerra no Afeganistão contra o regime do Talibã, que abrigava a liderança da al-Qaeda. Anos depois, a chamada “Guerra ao Terror” também levaria os Estados Unidos à guerra no Iraque.

Ataque ao Pentágono. Imagem: Reprodução / Departamento de Defesa EUA.

Mudanças nos EUA e no Mundo

Dentro dos Estados Unidos, o 11 de setembro também provocou mudanças profundas nas leis e nos mecanismos de segurança. O USA PATRIOT Act, aprovado em outubro de 2001, ampliou os poderes do governo para obter informações, monitorar suspeitos e combater possíveis ameaças terroristas. As medidas contribuíram para uma transformação nos sistemas de inteligência e segurança, mas também abriram um amplo debate sobre privacidade, vigilância estatal e limites das liberdades civis.

O setor aéreo foi outro dos grandes atingidos. Procedimentos de embarque, inspeção de passageiros, controle de bagagens e segurança aeroportuária foram profundamente modificados em diversos países. O ataque também alterou protocolos de segurança em prédios públicos, instalações estratégicas e grandes eventos, enquanto governos de diferentes partes do mundo passaram a compartilhar mais informações de inteligência para prevenir novos atentados.

Imagem: Reprodução / Redes Sociais.

As consequências também foram humanas e sanitárias. Em Nova York, a destruição do World Trade Center deixou cerca de 1,8 milhão de toneladas de destroços. Milhares de bombeiros, policiais, socorristas, trabalhadores e voluntários participaram das operações de resgate e limpeza, que se estenderam por aproximadamente nove meses. A exposição à poeira e a substâncias tóxicas deixou consequências de longo prazo, com milhares de pessoas desenvolvendo doenças respiratórias, cânceres e problemas de saúde mental.

Imagem: Reprodução / Redes Sociais.

No cenário internacional, o 11 de setembro redefiniu alianças, guerras e estratégias de combate ao terrorismo. A presença militar dos Estados Unidos no Afeganistão se prolongou por duas décadas, enquanto a invasão do Iraque, em 2003, ampliou as tensões no Oriente Médio e teve consequências políticas e humanitárias que se estenderam por anos. O combate ao terrorismo passou a ocupar posição central na agenda internacional, influenciando governos, serviços de inteligência e organismos multilaterais.

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