7 de fevereiro de 2026
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Educação

Universidades federais manifestam preocupação com corte no orçamento para 2026

Foto: Portal UFSC / Henrique Almeida
Projeto de Lei Orçamentária Anual que prevê redução de 7,05% nos recursos foi aprovado pelo Congresso Nacional

O orçamento destinado às universidades federais previsto para 2026 preocupa os gestores das instituições. Nesta segunda-feira (22), a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) divulgou uma nota manifestando a aflição com a aprovação do Projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA), ocorrida na última sexta-feira (19) pelo Congresso Nacional. O texto prevê uma redução de 7,05% em relação a 2025. O corte afetará diretamente a Universidade Federal de Santa Catarina, que este ano já enfrentou dificuldades financeiras, com déficit superior a R$ 12 milhões já nos dois primeiros meses do ano.

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Um dos setores mais afetados pelo corte é o da assistência estudantil, com redução de cerca de R$ 100 milhões para o próximo ano, equivalente 7,3% em relação a 2025. Segundo a nota da Andifes, isso pode “colocar em risco avanços recentes na democratização do acesso e da permanência no ensino superior público”. A carta também alerta para o agravamento de uma situação que já está crítica.

Os cortes aprovados agravam um quadro já crítico. Caso não haja recomposição, o orçamento das Universidades Federais em 2026 ficará nominalmente inferior ao orçamento executado em 2025, desconsiderando os impactos inflacionários e os reajustes obrigatórios de contratos, especialmente aqueles relacionados à mão de obra”, segue. 

Por fim, o documento alerta para a tomada de ações imediatas de recomposição do orçamento, visando manter o funcionamento regular das instituições, o que poderá ser comprometido no caso de sanção do projeto por parte do presidente Lula.

Confira a nota completa

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) manifesta profunda preocupação com os cortes promovidos pelo Congresso Nacional no orçamento das Universidades Federais durante a tramitação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026.

De acordo com análise preliminar realizada pela Andifes, o orçamento originalmente previsto no PLOA 2026 para as 69 universidades federais sofreu um corte total de R$ 488 milhões, o que representa uma redução de 7,05% nos recursos discricionários das instituições. Esses cortes incidiram de forma desigual entre as universidades e atingiram todas as ações orçamentárias essenciais ao funcionamento da rede federal de ensino superior.

A situação é ainda mais grave no que se refere à assistência estudantil, área estratégica para a permanência de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Apenas nessa ação, o corte alcançou aproximadamente R$ 100 milhões, o equivalente a uma redução de 7,3%, comprometendo diretamente a implementação da nova Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), instituída pela Lei nº 14.914/2024, e colocando em risco avanços recentes na democratização do acesso e da permanência no ensino superior público.

Os cortes aprovados agravam um quadro já crítico. Caso não haja recomposição, o orçamento das Universidades Federais em 2026 ficará nominalmente inferior ao orçamento executado em 2025, desconsiderando os impactos inflacionários e os reajustes obrigatórios de contratos, especialmente aqueles relacionados à mão de obra. O quadro se torna ainda mais preocupante diante de cortes semelhantes ocorridos nos orçamentos da Capes e do CNPq. Estamos, portanto, em um cenário de comprometimento do pleno desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão nas Universidades Federais, de ameaça à sustentabilidade administrativa dessas instituições e à permanência dos estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica. A restrição orçamentária também impõe entraves à continuidade do desenvolvimento científico e, portanto, à soberania nacional.

A Andifes reconhece e valoriza o diálogo mantido com o Ministério da Educação, que tem demonstrado sensibilidade em relação à gravidade do cenário orçamentário. No entanto, reafirma que os cortes aprovados pelo Congresso Nacional exigem ações imediatas de recomposição, sob pena de comprometer o funcionamento regular das Universidades Federais e limitar o papel estratégico dessas instituições no desenvolvimento científico, social e econômico do país.

A Andifes seguirá atuando de forma firme e articulada junto ao Governo Federal e ao Congresso Nacional em defesa da recomposição do orçamento das Universidades Federais e da pesquisa científica nacional, da valorização da educação superior pública e do cumprimento do compromisso constitucional do Estado brasileiro com a ciência, a educação e a redução das desigualdades sociais e regionais.

           

             

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