12 de março de 2026
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Medicamento aprovado pela Anvisa pode retardar evolução do diabetes tipo 1

Foto: Banco de imagens
Remédio regula o sistema imunológico e pode abrir caminho para a prevenção integral da doença

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na segunda-feira (9), o registro de um novo medicamento que pode ajudar a adiar o desenvolvimento do diabetes mellitus tipo 1 (DM1). O teplizumabe, vendido sob o nome comercial Tzield, é indicado para pacientes que já começam a apresentar sinais da doença, mas ainda sem o desenvolvimento completo.

A DM1 é uma doença crônica autoimune em que o sistema imunológico ataca e destrói as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. Como resultado, o organismo deixa de produzir ou produz quantidades muito pequenas desse hormônio, que é essencial para regular os níveis de açúcar no sangue. Sem insulina suficiente, a glicose se acumula na corrente sanguínea, causando hiperglicemia e problemas decorrentes.

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O medicamento contra esse tipo de diabetes, desenvolvido pela farmacêutica Sanofi, é o primeiro a modular a resposta do sistema imunológico, com capacidade para retardar a destruição das células do pâncreas. Na prática, isso pode adiar o momento em que o paciente passa a precisar de tratamento completo com reposição de insulina, o que caracteriza o estágio 3 da doença.

O uso do Tzield é indicado para pacientes a partir dos 8 anos de idade, que se encontram no estágio 2 do diabetes tipo 1. Nesta fase, a doença é considerada pré-sintomática, ou seja, o paciente já apresenta alterações nos níveis de glicose, mas os sintomas clínicos ainda não se manifestaram, como:

  • Sede excessiva
  • Vontade frequente de urinar
  • Fome intensa
  • Perda de peso inexplicada, mesmo com aumento do apetite
  • Cansaço ou fraqueza
  • Visão embaçada
  • Irritabilidade
  • Náuseas e vômitos
  • Dificuldade de cicatrização de feridas

Com o novo tratamento, o objetivo central é retardar a transição para o estágio 3, momento em que a hiperglicemia se torna evidente e os sintomas clínicos mais presentes. Desta forma, a medicina consegue agora intervir na evolução do quadro antes do paciente depender da reposição da insulina, o que antes só ocorria após a manifestação de sintomas graves.

Para a Sociedade Brasileira de Diabetes, a liberação é importante porque abre caminho para a medicina conseguir prevenir completamente a doença. Atualmente, o diagnóstico da DM1 normalmente ocorre de forma repentina, quando o paciente chega ao hospital já em estado grave em decorrência de complicações agudas da doença.

“Quando o diabetes tipo 1 é detectado precocemente e conseguimos retardar sua evolução, as famílias têm tempo para se preparar, receber orientações e aprender como lidar com a doença antes do diagnóstico clínico”, explica dra. Melanie Rodacki, coordenadora do departamento de diabetes tipo 1 adulto da Sociedade Brasileira de Diabetes.

           

             

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