29 de abril de 2026
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Saúde

Jovem ficou tetraplégica cinco vezes por causa de doença rara sem cura

Fotos: Reprodução/ReInstagram/robertarodrigues.of
Diagnosticada ainda na adolescência com doença neurológica autoimune, Roberta Rodrigues convive com limitações, mas mantém rotina de reabilitação e aposta na fé para voltar a andar

Aos 33 anos, a fisioterapeuta Roberta Rodrigues convive com uma doença neurológica rara que mudou completamente sua rotina desde a adolescência. Diagnosticada aos 15 com a síndrome de Guillain-Barré, ela enfrentou episódios graves de paralisia e insuficiência respiratória ao longo dos anos.

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Com a recorrência das crises, o quadro evoluiu para um novo diagnóstico: a Polirradiculoneuropatia Inflamatória Desmielinizante Crônica (CIDP), uma forma crônica e recidivante de polineuropatia autoimune que ataca os nervos periféricos e pode causar fraqueza progressiva, perda de reflexos e limitações motoras severas.

Ao longo de 18 anos convivendo com a doença, Roberta acumulou 10 crises intensas. Em nove delas, precisou ser intubada e internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Em ao menos quatro episódios, ficou tetraplégica. “Fui para a UTI, fiquei entubada, com muito medo. Na minha cabeça, quem ia para UTI morria”, relembra sobre a primeira internação.

A crise mais recente ocorreu em 2024, após complicações provocadas pela Covid-19. Até então, ela levava uma vida considerada normal. Em poucos dias, perdeu movimentos, fala e a capacidade de se alimentar. “Eu não falava, não engolia, não movimentava nada. Me comunicava só pelos olhos”, conta.

Após cerca de um mês internada, recebeu alta ainda com limitações severas e iniciou um processo intensivo de reabilitação. A fisioterapia se tornou parte central da recuperação, com sessões diárias voltadas à retomada da conexão entre nervos e músculos.

Formação em fisioterapia

Formada em fisioterapia pela Universidade Estadual de Goiás, Roberta seguiu a carreira mesmo diante das dificuldades. Ela também foi aprovada em concurso público federal e hoje atua em um hospital público do estado, acompanhando pacientes em processos semelhantes ao seu.

“Se não fosse a fisioterapia, Deus e minha força de vontade, eu não teria conseguido. Hoje, só de movimentar os braços, já é uma grande vitória”, afirma. Atualmente, Roberta utiliza cadeira de rodas e ainda não consegue andar, mas mantém uma rotina intensa de exercícios, tanto em centros de reabilitação quanto em casa. O principal objetivo é recuperar a mobilidade.

A doença, no entanto, é instável e pode apresentar novas crises a qualquer momento. Ainda assim, ela prefere focar nos avanços já conquistados. “A hora que eu olho para trás, vejo o quanto já consegui. Tenho muito mais motivos para agradecer do que reclamar.”

Nas redes sociais, Roberta compartilha registros da própria evolução, mostrando desde períodos em que esteve completamente imóvel até pequenos progressos diários. Um dos símbolos dessa trajetória é um tênis vermelho, comprado após um sonho em que voltaria a correr. Mesmo sem conseguir andar, ela usa o calçado durante as sessões de fisioterapia como forma de manter o objetivo vivo. “Se eu não acreditar que vou melhorar, eu não tenho força. Preciso acreditar que dias melhores virão.”

Entre recaídas e recomeços, Roberta segue em tratamento, transformando a própria experiência em incentivo para outros pacientes e reforçando a importância da reabilitação contínua.

           

             

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