Daniele Roque Silveira, de 16 anos, teria sido morta por vingança após delatar integrantes de facção criminosa
A terceira foragida suspeita de envolvimento no assassinato e ocultação do corpo de Daniele Roque Silveira, de 16 anos, foi encontrada e presa nesta quarta-feira (25) em Balneário Rincão, no Litoral Sul de Santa Catarina. Três pessoas foram denunciadas pelos crimes no último dia 18. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a vítima foi morta por delatar integrantes de uma facção.
Os suspeitos são dois homens e uma mulher, entre 20, 22 e 24 anos, suspeitos de integrarem essa organização criminosa. A Justiça determinou a prisão preventiva e o primeiro deles foi preso em janeiro deste ano. O segundo envolvido, que também estava foragido, foi encontrado pela Polícia Civil (PCSC) na semana passada, em Criciúma. Todos já estão no sistema prisional, onde respondem ao processo na Justiça.
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De acordo com o delegado responsável pela investigação, a principal linha de motivação apurada é o envolvimento dos suspeitos com o tráfico de drogas. Nenhum deles confessou participação nos crimes, mas a PCSC afirma não haver dúvidas sobre a participação do trio no homicídio e na ocultação do cadáver.
Entenda o caso
Daniele Roque Silveira foi dada como desaparecida após sair de casa na noite de 20 de novembro de 2025. Ela morava com a família no bairro Polícia Rodoviária, em Araranguá. De acordo com a denúncia do MPSC, a vítima pegou um carro acreditando que teria um encontro com um rapaz, que contratou um motorista para buscá-la em casa.
A adolescente foi então levada até a residência o homem, em Balneário Rincão e, em seguida, até o Morro da Moca, local próximo às dunas na mesma região. Lá, os três denunciados teriam torturado Daniele até a morte. O corpo só foi encontrado pela PCSC no último dia 10 de março, em uma área de difícil acesso.
Segundo o MPSC, a localização do celular da vítima auxiliou na identificação dos suspeitos. Dados da geolocalização do aparelho apontaram que ele esteve no endereço do rapaz com quem a vítima se relacionava naquela noite. Posteriormente, o aparelho foi conectado à rede Wi-Fi pertencente à mulher presa nesta quarta, que era companheira do terceiro réu envolvido.

Ainda de acordo com a denúncia, a morte de Daniele foi motivado em retaliação ao fato de ela ter delatado integrantes da organização criminosa que os réus integravam. A jovem foi submetida a violência extrema, com múltiplos golpes que lhe causaram inúmeros traumas e fraturas, gerando um sofrimento intenso e desnecessário. Por isso, os três denunciados respondem pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, mediante dissimulação e com recurso que dificultou a defesa da vítima, e ocultação de cadáver.
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