Rota marítima estratégica teve a passagem cercada pelo Irã em meio ao conflito com EUA e Israel
O Estreito de Ormuz tornou-se protagonista no noticiário internacional após o fechamento da importante rota mercantil pelo Irã, em meio à escalada da guerra com Estados Unidos e Israel. Nesta sexta-feira (3), os presidentes da França e da Coréia do Sul firmaram um compromisso conjunto para viabilizar a reabertura da passagem marítima. O encontro realizada em Seul ocorre em meio ao cerco de Teerã na via por onde passa grande parte do petróleo mundial, o que tem gerado forte turbulência nos mercados de energia.
O encontro aconteceu à sombra de críticas recentes de Donald Trump. O presidente dos EUA tem demonstrado frustração com aliados que não apoiaram diretamente as ações militares de Washington e Israel contra o Irã. Trump chegou a sugerir que os países dependentes do petróleo da região, como Coreia do Sul, Japão e China, deveriam assumir a responsabilidade direta pela segurança do estreito.
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O presidente francês, Emanuel Macron, classificou como “irrealista” a ideia de reabrir o estreito por meio de uma operação estritamente militar. O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myeung, mantém diálogo com os EUA, mas descartou o pagamento de taxas de trânsito ao Irã para garantir o fluxo de combustível. Para Seul, a guerra no Oriente Médio acelerou a necessidade de uma transição energética. “A guerra expôs nossa forte dependência das importações de combustíveis fósseis”, afirmou Lee, defendendo o aumento da produção nuclear e a expansão das fontes renováveis.
Porque o Estreito de Ormuz é um ‘gargalo’ global
Localizado entre o Irã e países da Península Arábica, o Estreito de Ormuz é a principal saída do petróleo produzido no Golfo Pérsico. Por ali escoa cerca de um quinto de todo o consumo global da matéria-prima, além de grandes volumes de gás natural liquefeito. O que torna Ormuz um gargalo único, porém, é o fato de que essa dependência está comprimida em um espaço extremamente limitado, por onde petroleiros cruzam em fluxo contínuo, sem alternativas equivalentes de rota.

É justamente a combinação do fluxo gigantesco em uma passagem restrita que transforma qualquer instabilidade na região em um choque global imediato. Diferentemente de outras rotas estratégicas, como o Canal de Suez, o Estreito de Ormuz não pode ser facilmente contornado sem custos elevados e atrasos significativos. Quando há risco à navegação, o efeito não é apenas logístico, mas estrutural, porque o petróleo deixa de circular na velocidade necessária para sustentar a demanda mundial.
Os primeiros impactos do cerco em meio à guerra foram sentidos no preço do petróleo, que disparou globalmente diante da perspectiva de escassez. Em poucos dias, o aumento contaminou toda a cadeia energética, pressionando combustíveis, fretes e, por consequência, a inflação em diversos países. Mas os efeitos não se limitaram ao setor de energia. Como boa parte da indústria global depende direta ou indiretamente de derivados de petróleo e de insumos transportados pela região, a instabilidade em Ormuz começou a atingir também a produção de plásticos, fertilizantes e materiais industriais, ampliando o alcance da crise.
É por isso que o Estreito de Ormuz é frequentemente descrito como o maior gargalo do mundo. Em um cenário em que grande parte da economia ainda depende de fluxos contínuos de petróleo e gás, qualquer interrupção em um ponto tão concentrado tem potencial para gerar um choque sistêmico. O que está em jogo em Ormuz é a capacidade do sistema econômico global de manter sua estabilidade diante de um bloqueio localizado. Até agora, os sinais indicam que basta tornar a rota insegura — sem sequer fechá-la completamente — para que o impacto se espalhe pelo mundo.
*Com informações de Band.com.br
Adriano transfere cargo e Rejane Gambin assume como primeira mulher prefeita de Joinville
Solenidade contou com a presença do governador Jorginho Mello, da vice Marilisa Boehm e de secretários
Rejane Gambin assumiu nesta quinta-feira (2) como a primeira mulher prefeita de Joinville, maior cidade de Santa Catarina com 664,5 mil habitantes. A transmissão de cargo ocorreu em uma solenidade no Centro de Convenções e Exposições Expoville com a presença do governador Jorginho Mello, após Adriano Silva renunciar ao mandato.





