Animal assustou trabalhadores pela possibilidade de acidente, mas foi resgatado por técnicos
Trabalhadores de uma cooperativa de separação de materiais recicláveis foram surpreendidas ao encontrarem uma cobra venenosa ainda viva em meio a materiais recolhidos. Tratava-se de uma jararaca, acondicionada dentro de um pote de conserva. O caso ocorreu na manhã desta terça-feira (7) em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina.
Uma equipe de resgate de fauna da Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama) precisou ser acionada para o devido manuseio do animal. Segundo o órgão, o pote com a cobra foi encontrado dentro de sacos recolhidos, que eram separados na sede da cooperativa no bairro Nereu Ramos.
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Ao chegar no local, a equipe da Fujama identificou a espécie da serpente. A jararaca é uma das mais peçonhentas encontradas na região. “Sinceramente, foi algo inesperado. Conversamos com o pessoal da cooperativa que nos relataram que muitas vezes encontram objetos como seringa, papel higiênico e agora até uma jararaca viva dentro do saco verde. Se esse frasco onde ela está se quebra, o animal poderia picar alguém daqui e a pessoa picada acabar no hospital”, disse o biólogo Christian Raboch que atendeu a ocorrência.
Segundo a Fujama, a cobra foi recolhida e deverá ser devolvida à natureza após avaliação do órgão. “Isso só reforça as orientações da Prefeitura e do próprio Samae quanto necessidade de se separar o lixo reciclável corretamente”, acrescenta Christian.

O que fazem em caso de encontro com cobras
No Brasil, a maioria dos acidentes com cobras envolve grupos específicos de serpentes peçonhentas. As jararacas (gênero Bothrops), por exemplo, vivem em áreas de mata, zonas rurais e até regiões urbanas. Têm corpo geralmente marrom com desenhos em forma de “V” e cabeça triangular. Seu veneno causa dor intensa, inchaço e pode levar a necrose no local da picada.
Já as cascavéis (gênero Crotalus) são fáceis de identificar pelo chocalho na ponta da cauda, que produzem um som característico de alerta. São mais comuns em áreas abertas, como cerrado e campos. O veneno tem ação neurotóxica e pode afetar músculos e respiração.
As corais-verdadeiras (gênero Micrurus) possuem anéis coloridos (vermelho, preto e branco/amarelo) e são menos agressivas, com acidentes mais raros. Apesar disso, têm veneno potente, também neurotóxico, que pode causar paralisia. É importante diferenciar das “falsas corais”, que não são peçonhentas.
A orientação do Corpo de Bombeiros Militar (CBMSC), é para que, em caso de encontro de serpentes, a população acione o telefone de emergência 193 e não tente fazer a captura por conta própria. Desta forma, o animal é manuseado da maneira adequada e devolvido em local seguro em seu habitat natural. Até a chegada dos bombeiros, a orientação é manter distância e, em caso de picada, a vítima deve ser mantida em repouso e levada urgentemente ao hospital. O uso de torniquetes, cortes no local ou tentativas de “sugar” o veneno são terminantemente desaconselhados.
Ventos chegam a 100 km/h e temperaturas despencam com afastamento de ciclone em SC
Áreas serranas e faixa litorânea têm risco de vendavais e ressaca; termômetros podem chegar a 4ºC até a sexta (10)
O ciclone extratropical que provocou uma série de temporais em Santa Catarina nesta terça-feira (7) começou a se afastar para o Oceano Atlântico nesta quarta-feira (8). O movimento acende um alerta para a massa de ar frio que segue o sistema, que pode provocar rajadas de vento de até 100 km/h e temperaturas abaixo de 10ºC nos próximos dias.





