Explicação simples revela por que a Nasa não consegue captar estrelas em grande parte das fotografias da Lua
A ausência de estrelas em fotos feitas pelos astronautas da missão Artemis II na órbita da Lua gerou dúvidas entre o público a respeito das imagens divulgadas pela NASA entre esta terça (7) e quarta-feira (8). De fato, grande parte das imagens não apresentam pontos brilhantes ao redor do satélite natural, mas este fenômeno tem uma explicação muito simples.
A resposta para esta dúvida está relacionada ao contraste da luz. Quando o assunto principal de uma fotografia é um objeto muito luminoso, como é o caso da Lua, que reflete a luz do Sol em sua superfície quase branca, os ajustes da câmera pode fazer com que outros objetos menores, menos luminosos e mais distantes acabem desaparecendo.
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Para fotografar a Lua, a câmera precisa se ajustar a essa intensidade de luz, e por isso acaba não captando o brilho das estrelas, que é muito mais fraco. Mesmo assim, em algumas das fotografias da missão Artemis II, as estrelas ainda são visíveis, como nas fotos feitas do lado escuro do satélite, que fica voltado ao lado oposto do Sol.
Pense como se fosse um olho humano
Uma forma simples de entender isso é pensar na pupila do olho humano como a “janela de entrada” da luz, que funciona da mesma forma como o chamado obturador de uma câmera. Quando a pupila está mais aberta, entra mais luz; quando está contraída, entra menos. O obturador faz algo parecido: ele define por quanto tempo a luz pode entrar no sensor da câmera. Quanto mais tempo aberto, mais luz entra; quanto menos tempo, menos luz é captada.
Agora imagine que você está olhando para a Lua. Ela é muito brilhante, porque reflete a luz do Sol. Diante disso, seu olho reage contraindo a pupila, reduzindo a entrada de luz para evitar excesso de claridade. A câmera faz a mesma coisa: ao fotografar a Lua, ela usa um “obturador rápido”, ou seja, deixa a luz entrar por pouquíssimo tempo para não “estourar” a imagem — deixá-la branca demais.
O problema é que as estrelas são muito mais fracas do que a Lua. Com a pupila contraída, ou com o obturador aberto por pouco tempo, simplesmente não entra luz suficiente dessas estrelas para que elas sejam percebidas ou registradas. Por isso, na imagem, elas não aparecem, mesmo estando no céu.
Se fosse feito o contrário — dilatar a pupila ou deixar o obturador aberto por mais tempo — as estrelas poderiam se tornar visíveis. No entanto, a Lua ficaria excessivamente clara, perdendo seus detalhes. É esse equilíbrio entre muita e pouca luz que explica por que, em muitas fotos da Lua, o céu parece vazio.
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