29 de maio de 2026
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PCC e Comando Vermelho: conheça a origem das maiores facções do Brasil

Fotos: Agência Brasil
Criadas dentro de presídios, organizações criminosas controlam rotas internacionais de cocaína

O Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) consolidaram-se como as maiores organizações criminosas da América do Sul, com estruturas que vão muito além dos muros das prisões onde foram fundadas.

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De acordo com o Ministério Público de São Paulo, o PCC, criado em 1993 no interior paulista, possui ramificações em 28 países, operando em rotas internacionais de cocaína e mantendo parcerias estratégicas com grupos criminosos estrangeiros.

A trajetória do PCC

O PCC surgiu com o objetivo inicial de reivindicar melhores condições no sistema carcerário, mas evoluiu para uma estrutura empresarial do crime. A facção aprimorou métodos de lavagem de dinheiro, utilizando empresas de fachada e negócios legais para ocultar os valores astronômicos movimentados pelo tráfico e outras atividades ilícitas.

A expansão do Comando Vermelho

O Comando Vermelho tem origens diferentes, remontando ao final da década de 1970, no antigo presídio da Ilha Grande, no Rio de Janeiro. Inicialmente focado no domínio de comunidades cariocas através do tráfico de entorpecentes, o CV expandiu sua influência significativamente nas últimas décadas.

Nos anos recentes, a facção intensificou sua estratégia de expansão territorial, avançando sobre regiões estratégicas do Norte e do Nordeste do Brasil. O crescimento do grupo é marcado pela disputa de territórios e pela constante necessidade de reprimir operações de segurança pública que visam desmantelar suas lideranças.

EUA classifica facções como grupos terroristas

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (28) a designação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. O governo americano também informou a intenção de classificar ambas as facções como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs), medida que entra em vigor no dia 5 de junho.

O CV e o PCC são descritos pelo governo de Donald Trump como duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Segundo o comunicado oficial, juntas, as facções comandam milhares de membros e têm sido responsáveis por ataques brutais contra policiais, autoridades públicas e civis brasileiros. O Departamento de Estado afirma ainda que a influência e as redes ilícitas dos dois grupos ultrapassam as fronteiras brasileiras, alcançando outros países da região e os próprios Estados Unidos.

O que muda

Até agora, os EUA tratavam o PCC e o CV apenas como facções criminosas. Com a nova classificação, uma série de sanções é acionada de forma imediata, com foco principal na asfixia financeira das organizações.

Qualquer ativo, conta bancária ou propriedade ligada a membros das facções em solo americano pode ser imediatamente bloqueado ou confiscado. Além disso, nenhuma empresa dos Estados Unidos, incluindo fabricantes de armas e instituições financeiras, poderá manter qualquer tipo de relação comercial com pessoas ou empresas de fachada vinculadas aos grupos.

A legislação antiterrorismo americana também permite intervenções mais drásticas caso o governo entenda que sua segurança nacional está ameaçada. O precedente mais recente é o do presidente venezuelano Nicolás Maduro, enquadrado em leis de narcoterrorismo pelos EUA, o que resultou em mandados de prisão e recompensas internacionais por sua captura.

Veja o que muda após EUA classificar CV e PCC como organizações terroristas

Departamento de Estado anunciou nesta quinta (28) a designação das duas maiores facções brasileiras

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (28) que passará, a partir de 5 de junho, a considerar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. A medida muda drasticamente a forma como o crime organizado brasileiro é tratado em território americano.