O Avaí perdeu, na tarde do último sábado, mais uma partida na Série B. Desta vez, seu algoz foi o Criciúma, que veio a Florianópolis depois de quatro jogos sem vencer e conquistou os três pontos de forma tranquila.
O time de Cauan de Almeida foi a campo sem os meio-campistas Daniel Penha e Jean Lucas, o defensor Allyson e o volante Zé Ricardo, além de sofrer com a perda do zagueiro Baldini, vendido para o Athletico-PR. Tantos desfalques fizeram do Avaí um time sem brilho, sem criatividade no meio de campo, sem trabalho de bola e sem velocidade alguma nas transições do meio para o ataque. Sorriso bem que tentou alguma coisa, mas não foi suficiente; Thayllon, apagado desde o início, não apareceu para o jogo, e Wallace França “morreu de fome”, já que a bola não chegava.
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A derrota foi justa pela superioridade do Criciúma, que tem mais time, mais banco de reservas e, neste momento, briga na parte de cima da tabela. O time de Cauan de Almeida bem que lutou, mas a falta de qualidade e de opções fica escancarada na maneira como a equipe se porta dentro de campo. O Avaí não chega a ser um time desorganizado, mas é frágil, sofre gols facilmente e é inconstante na sua maneira de agir nas partidas. A queda de rendimento fez o Leão da Ilha despencar na tabela e entrar na zona de rebaixamento. O sinal de alerta está aceso no Sul da Ilha: a realidade bateu à porta cedo demais e o fantasma da Série C começa a fazer parte do dia a dia do clube.
Cauan de Almeida ameaçado?
Ainda não consigo culpar o técnico Cauan de Almeida. O treinador, embora esteja com dificuldades e cometa seus erros, luta com as armas que tem; na partida contra o Criciúma, o treinador tinha sete desfalques na equipe. Jogadores entrando, saindo, suspensos e até no departamento médico tiram do técnico a capacidade de arrumar a casa para o próximo jogo. A pressão está aumentando e, mesmo que, na minha avaliação, ele não seja o culpado direto por esta sequência infeliz do time, uma derrota para a Chapecoense nas finais da Copa Sul-Sudeste pode tirá-lo do comando do Avaí. Repito: o que pode tirar Cauan de Almeida do clube é a sequência de resultados negativos, e não o trabalho que vem sendo feito — que, embora não apresente resultados (e todos nós sabemos o porquê), ainda assim é considerado um bom trabalho. A bola precisa entrar e este elenco precisa ter mais opções.
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