Empresa passa agora a oferecer oportunidades de ressocialização em sua oitava unidade prisional
A Ogochi, uma das principais indústrias brasileiras do segmento de moda masculina e infantil, deve chega a 1,3 mil trabalhadores em unidades prisionais de Santa Catarina neste ano. A empresa é uma das principais parceiras da Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri) em oferecer oportunidades de ressocialização por meio do trabalho prisional.
Nesta terça-feira (23), a empresa iniciou oficialmente suas atividades em sua oitava unidade prisional, na Penitenciária Industrial de São Bento do Sul. São 33 detentos já atuando no local, mas a expectativa é de que o número de vagas chegue gradualmente a 250 nos próximos cinco meses.
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A Ogochi se destaca pela produção própria de grande parte de seu portfólio, confeccionando milhões de peças anualmente, distribuídas para milhares de lojas multimarcas em todo o país e também comercializadas por meio de canais digitais. Atualmente com 1.103 presos nas frentes de trabalho, a empresa mantém espaços em sete unidades prisionais catarinenses, :
- Complexo Penitenciário de São Pedro de Alcântara
- Penitenciária Sul, em Criciúma
- Penitenciária de Itajaí
- Penitenciária Industrial de São Cristóvão do Sul
- Penitenciária Regional de Curitibanos
- Penitenciária Agrícola de Chapecó
- Penitenciária Industrial de Chapecó
Para a secretária da Sejuri, Danielle Amorim Silva, a parceria consolidando uma das maiores estruturas de trabalho prisional vinculadas à iniciativa privada dentro do sistema penitenciário catarinense. “Quando levamos oportunidades de trabalho para dentro das unidades prisionais, estamos oferecendo muito mais do que uma atividade laboral. Estamos promovendo qualificação, disciplina, responsabilidade e a possibilidade de construção de um novo projeto de vida. O trabalho é uma das mais importantes ferramentas para a reintegração social e para a redução da reincidência criminal”, destaca a secretária.
Referência em trabalho prisional
Referência nacional na política de trabalho prisional, Santa Catarina possui mais de 10,6 mil pessoas privadas de liberdade trabalhando em diferentes frentes laborais. De acordo com a Sejuri, o modelo adotado pelo sistema prisional catarinense alia segurança, organização e parcerias com a iniciativa privada, fortalecendo ações voltadas à ressocialização e à preparação dos apenados para o retorno ao convívio em sociedade.
Os presos recebem remuneração conforme determina a Lei de Execução Penal. Parte do valor pode ser destinada ao auxílio familiar, outra parcela é reservada em pecúlio, uma espécie de poupança entregue ao apenado ao deixar o sistema prisional. Também há contribuição para o ressarcimento do Estado pelos custos de manutenção do preso.
Além da remuneração, os internos que trabalham têm direito à remição da pena, mecanismo previsto em lei que permite a redução do tempo de cumprimento da condenação. A cada três dias trabalhados, um dia da pena pode ser remido.
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