8 de julho de 2026
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Segurança

Trabalho prisional em Santa Catarina é modelo para comitiva do Maranhão

Foto: Divulgação/Sejuri
Delegação é a 8ª a visitar o sistema prisional catarinense em 2026

A Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri) de Santa Catarina recebeu nesta terça-feira (7) uma comitiva do Estado do Maranhão para uma visita técnica ao sistema prisional catarinense. A atividade foi voltada à apresentação das ações de trabalho, educação e reintegração social desenvolvidas pela Polícia Penal.

A delegação foi composta pela juíza titular da 1ª Vara e diretora do Fórum da Comarca de Coroatá (MA), Anelise Nogueira Reginato; pelo secretário adjunto de Trabalho e Renda Prisional, Antônio Felipe Gomes Duarte de Farias; pelo secretário adjunto de Modernização e Articulação Institucional, Bruno Luiz Salles Teixeira; pela secretária adjunta de Atendimento e Humanização Penitenciária, Kelly Cristina Carvalho Soares; pelo gestor de Polícia Penal, Ricardo Delmar Batalha Carneiro; e pelo secretário adjunto de Atividades Meio, Luciano Valporto de Carvalho.

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A programação teve início com visita ao Complexo Penitenciário de Chapecó, no Oeste catarinense, na terça-feira. Nesta quarta (8), a comitiva esteve na Penitenciária de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis, onde foi recepcionada pelo diretor-geral da Polícia Penal, Maicon Ronald Alves, pelo diretor do Complexo Penitenciário do Estado, Flávio Brasil Ganciné, e pelo superintendente da Regional da Grande Florianópolis, Kelvyn Diehl.

Durante a agenda, os representantes conheceram a estrutura destinada às empresas instaladas na unidade, o funcionamento dos convênios com a iniciativa privada e o modelo de gestão que possibilita o desenvolvimento das atividades laborais no ambiente prisional.

Com a visita da delegação do Maranhão, Santa Catarina recebe a oitava comitiva em 2026 interessada em conhecer o modelo de gestão adotado pela Sejuri e pela Polícia Penal. Ao longo do ano, o Estado também recebeu representantes do Paraguai, Espírito Santo (em duas oportunidades), da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Mato Grosso, Paraíba, Amapá e Sergipe, em agendas voltadas ao intercâmbio de experiências e ao compartilhamento de práticas na execução penal.

Modelo em trabalho prisional

Em Santa Catarina, aproximadamente 10,8 mil pessoas privadas de liberdade trabalham, o equivalente a cerca de 34% da população carcerária, atualmente estimada em 31,6 mil custodiados. O Estado mantém parcerias com 229 empresas, além de convênios com prefeituras e órgãos públicos. Somente na Penitenciária de São Pedro de Alcântara, 516 internos participaram de atividades laborais em abril deste ano, por meio de 10 convênios ativos, totalizando 10.232 dias trabalhados no período.

Além de promover qualificação profissional e contribuir para a redução da ociosidade nas unidades prisionais, o trabalho também gera retorno para o sistema. Em 2025, as atividades laborais desenvolvidas nas unidades prisionais catarinenses resultaram em arrecadação superior a R$ 32 milhões, recursos destinados à manutenção, modernização e aprimoramento da estrutura prisional.

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