19 de junho de 2026
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Segurança

Com uma tentativa a cada 5 segundos, golpes estão mais organizados e tecnológicos

Foto: Banco de imagens
Mapa da Fraude identificou 1,5 milhão de tentativas de fraudes digitais no 1º semestre de 2026

A cada cinco segundos, uma pessoa foi vítima de uma tentativa de golpe no Brasil no primeiro trimestre de 2026. Ao todo, 1,5 milhão de tentativas de fraude em cadastros e validações de identidade foram identificadas pela Serasa Experian, que divulgou nesta quinta-feira (18) a última edição do Mapa da Fraude. O levantamento reúne dados das tecnologias antifraude para mostrar como o fraudador atua em diferentes camadas da jornada digital.

O número representa uma alta de 36,6% em relação ao mesmo período do ano anterior e poderia gerar prejuízos de até R$ 1,98 bilhão para consumidores e empresas caso não fosse impedido. De acordo com o levantamento, o setor financeiro concentra a maior parte das ocorrências, com 6 a cada 10 tentativas registradas em bancos, emissores de cartão, meios de pagamento e empresas de serviços financeiros e de crédito.

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O avanço indica que ambientes digitais com alto volume de logins, validação de identidade e movimentação financeira entram com mais força no radar dos fraudadores. Entre os segmentos analisados, “Meios de Pagamento” liderou em volume, com 644.586 tentativas, seguido por “Telefonia” (313.200) e “Bancos e Cartões” (259.160).

Golpes mais organizados

A Serasa Experian identificou 10.053 anúncios, perfis, páginas e aplicativos falsos no primeiro trimestre de 2026, alta de 8,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Também foram mapeadas 19,7 milhões de mensagens associadas a golpes, uma média de 152 por minuto, e quase 2 mil grupos de circulação e troca de conteúdo fraudulento, avanço de 139% na comparação anual.

Para a datatech, o dado mostra que a fraude digital não se sustenta apenas em abordagens isoladas contra consumidores. O crescimento dos grupos indica uma dinâmica mais organizada, apoiada em comunidades de circulação, troca e replicação de conteúdos fraudulentos. “A fraude está cada vez mais estruturada. Não se trata apenas de uma mensagem suspeita chegando ao consumidor, mas de um ecossistema de anúncios, perfis, páginas, aplicativos e grupos que sustentam a disseminação das tentativas”, explica o vice-presidente de Autenticação e Prevenção à Fraude, Eric Dhaese.

Uso de IA, fraude como serviço e identidades sintéticas

O Mapa da Fraude também aponta movimentos que devem exigir atenção nos próximos meses. Entre eles estão o avanço do Fraud as a Service, modelo em que ferramentas e serviços especializados para golpes digitais são comercializados para facilitar a atuação criminosa; o uso indevido de inteligência artificial generativa para tornar abordagens mais personalizadas, convincentes e escaláveis; e a pressão crescente de identidades sintéticas, com combinações realistas de dados, imagens e narrativas para tentar atravessar camadas de autenticação.

Deepfakes e conteúdos gerados com apoio de IA que simulam autoridade, como o uso indevido de figuras públicas, representantes do governo e veículos de imprensa, também aparecem como pontos de atenção, especialmente em golpes baseados em engenharia social. O alerta está na forma como fraudadores podem usar a tecnologia para dar mais escala, realismo e personalização às tentativas.

“A inteligência artificial não aparece necessariamente como uma categoria estatística isolada, mas como uma tecnologia que, quando usada de forma indevida, pode ampliar escala, realismo e personalização dos golpes. Ela pode tornar páginas falsas mais críveis, mensagens mais naturais e perfis sintéticos mais difíceis de identificar. Por isso, estar um passo à frente do fraudador exige leitura contínua de dados, tecnologia e inteligência analítica em diferentes pontos da jornada”, avalia Dhaese.

Ossada de vítima de facção criminosa é encontrada em córrego em SC

Resgate complexo contou com mergulhadores e ocorre após operação contra integrantes do grupo violento

A Polícia Civil (PCSC) localizou a ossada de uma possível vítima de homicídio e ocultação de cadáver de uma violenta célula de facção criminosa que atua no norte de Santa Catarina. Os restos mortais foram retirados por mergulhadores do fundo de um córrego no bairro Porto Grande, em Araquari, nesta sexta-feira (19).