29 de junho de 2026
TVBV ONLINE
Filipe Costeira

“Jaa ne” Japão! Foi sofrido, mas estamos nas oitavas!

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A Seleção Brasileira venceu, nos acréscimos, a difícil seleção japonesa por 2 a 1. Mesmo após não ter feito um bom primeiro tempo e ter sofrido o gol, a equipe teve o equilíbrio, a frieza e a competência de uma camisa pesada no cenário mundial para buscar a virada. Embora este time tenha problemas e deficiências, ele demonstra, acima de tudo, uma enorme vontade de ganhar, o desejo de competir e o entendimento claro de que o hexa é possível.

Podemos até ser eliminados no próximo domingo — pois isso é o futebol e faz parte do jogo —, mas a equipe de Carlo Ancelotti não está disposta a entregar o resultado de mão beijada como ocorreu em Copas passadas. O elenco está diferente, demonstrando que realmente quer vencer, e a virada de hoje é a maior prova disso. O caminho para o título é muito difícil, mas ninguém falou que seria fácil, e a evolução do grupo está vindo com o tempo.

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A seleção japonesa veio para este confronto com a dura missão de segurar o ataque brasileiro e, para isso, postou-se humildemente em uma linha de seis defensores. Eles “estacionaram um ônibus” à frente da zaga e, de forma extremamente cautelosa, só saíam na boa, aproveitando a melhor oportunidade. Foi exatamente assim que o placar foi aberto a favor dos adversários. No segundo tempo, contudo, mais uma vez a experiência de Ancelotti e a ousadia de alguns jogadores fizeram com que o Brasil reagisse.

Entre os destaques individuais, Rayan, que estava perdido, burocrático e acanhado na etapa inicial, mudou de postura após o intervalo, chamou o protagonismo e foi guerreiro pela direita, iniciando a jogada do gol da virada. Bruno Guimarães, por sua vez, vem fazendo uma Copa do Mundo monstruosa, jogando demais e se consolidando como o rei das assistências e o verdadeiro coração do time ao crescer no momento certo.

Já Casemiro, apesar de ter ido muito mal no primeiro tempo, anotou o gol de empate e provou sua importância pela experiência, categoria e frieza nos momentos difíceis. Vini Jr. não teve o mesmo protagonismo dos últimos confrontos: muito bem marcado, o craque bem que tentou, mas passou em branco, mantendo sua relevância tática à medida que balançava o sistema defensivo japonês com suas movimentações. Enquanto isso, Endrick não foi brilhante, mas atuou de forma mais aguda e soube pisar na área, dando maior agilidade a um setor que havia sofrido bastante no início.

No comando de tudo, Ancelotti se mostra um senhor técnico, capaz de mudar o panorama de uma partida a seu favor com uma leitura de jogo cirúrgica, construindo com a frieza e a tranquilidade de quem já ganhou muito no futebol resultados que pareciam irreversíveis.

Em suma, senhores, não foi uma exibição brilhante, mas foi uma atuação eficiente de uma Seleção que mostra que, quando o alerta vermelho acende, consegue encontrar forças para buscar uma virada espetacular. Seleções recuadas vão aparecer pelo caminho, assim como equipes ofensivas e mais ousadas. Apesar disso, repito e reafirmo: o hexa ainda está distante, mas já esteve muito mais. É hora de acreditar.

“Jaa ne” = Tchauzinho Japão

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