Falta de ar, ansiedade e aumento na pressão arterial estão entre alguns dos sintomas
O consumo de bebidas energéticas pode ser um aliado para quem busca mais energia em atividades como estudo e trabalho, mas é preciso ficar atento para que este hábito não provoque efeitos colaterais indesejados. Sintomas como falta de ar, ansiedade e aumento na pressão arterial são alguns dos problemas causados pelo consumo inadequado da bebida.
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Os energéticos são compostos por diferentes substâncias estimulantes e aditivos como cafeína, taurina, açúcar e guaraná. Esses compostos estão frequentemente relacionados ao aumento de energia e concentração, mas podem contribuir para a intensificação de certos efeitos no organismo quando consumidos em excesso.
Pesquisas recentes apontam que o consumo excessivo de energéticos pode provocar palpitações, falta de ar, aumento da pressão arterial, insônia e ansiedade. A atuação das substâncias no sistema nervoso também pode contribuir para a ocorrência de tonturas, náuseas, tremores e irritabilidade.
Além disso, quando o efeito do estimulante passa, é comum sentir fadiga intensa, alterações de humor e dificuldade de concentração. Isso pode gerar um aumento na necessidade de cafeína e açúcar, o que impacta diretamente na glicemia e na sensibilidade à insulina.
Existe consumo equilibrado?
O consumo diário de cafeína recomendado é de 400 mg para adultos saudáveis, enquanto para adolescentes o valor é de 100 mg por dia. Considerando que uma lata de energético pode conter entre 80 mg e 200 mg de cafeína, é ainda mais importante estar consciente do consumo diário.
Além disso, o consumo de energéticos com álcool – hábito cada vez mais comum entre jovens – provoca efeitos contraditórios no organismo: enquanto a cafeína acelera o corpo e mente, o álcool deprime o sistema nervoso central. Esse cenário contribui para uma dificuldade em perceber o nível de embriaguez e, consequentemente, maior probabilidade de acidentes e comportamentos de risco.
*Sob supervisão de Fernando Bortoluzzi
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