17 de agosto de 2026
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Ocorrência

Gêmeas siamesas unidas pela cabeça morrem em cirurgia final de separação

Imagem: Redes Sociais/Reprodução
Helena e Heloísa, de dois anos e sete meses, não resistiram ao quinto procedimento cirúrgico e tiveram a morte confirmada após 15 horas de operação

As gêmeas siamesas Helena e Heloísa, que nasceram unidas pela cabeça, não resistiram à última cirurgia de separação e faleceram no último sábado (15), após 15 horas de cirurgia. Esse era o quinto procedimento pelo qual as irmãs de dois anos e sete meses de idade passavam desde agosto do ano passado, quando a primeira etapa foi concluída.

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As mortes ocorreram no Hospital das Clínicas de Ribeirão, onde todas as cirurgias que visavam à separação total das irmãs foram realizadas. O procedimento final começou na manhã deste sábado e contou com a participação de 50 profissionais, que trabalharam por 15 horas, mas as pacientes não resistiram. A morte das gêmeas foi confirmada à EPTV, afiliada da Globo na região.

Os procedimentos começaram a ser planejados em 2024, quando as irmãs nasceram craniópagas – nome dado à rara condição. A primeira cirurgia ocorreu em agosto de 2025, quando 25% do processo de separação foi concluído. Em novembro do mesmo ano, as irmãs passaram por uma segunda cirurgia de dez horas.

O terceiro procedimento ocorreu em fevereiro de 2026, quando foi concluído 75% do processo de separação dos cérebros e vasos sanguíneos. O quarto e penúltimo aconteceu em março, quando foram colocadas bolsas de expansão para aumentar a quantidade de pele disponível, pois ela seria necessária para fechar os crânios após a separação. O último, realizado neste sábado, culminaria na separação total das irmãs e seria dado início a um processo de reabilitação, mas Helena e Heloísa foram a óbito.

O caso de Helena e Heloísa é o terceiro do tipo tratado no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e o primeiro que termina com a morte das pacientes

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