3 de julho de 2026
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PF prende secretária sancionada pelos EUA por suspeita de ligação com o PCC

Imagem: Reprodução / Polícia Federal.

Operação Exchange mira esquema que teria movimentado mais de R$ 10 bilhões do tráfico internacional de drogas

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3), a Operação Exchange para desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. Entre os alvos presos está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, secretária sancionada nesta semana pelo governo dos Estados Unidos por suspeita de ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Além de Stella, o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, também incluído na lista de sanções do governo norte-americano, é alvo da operação, mas é considerado foragido. Outras pessoas também foram detidas durante o cumprimento dos mandados.

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As investigações da Polícia Federal apontam que o grupo utilizava uma estrutura financeira complexa para ocultar e movimentar recursos oriundos do tráfico internacional de drogas. Entre os mecanismos identificados estão transferências ilícitas de criptoativos, transporte de grandes quantias em dinheiro, operações bancárias de alto valor e repasses entre pessoas físicas e jurídicas. Segundo a PF, uma análise preliminar identificou movimentações financeiras superiores a R$ 10 bilhões, indicando a dimensão do esquema investigado.

Ao todo, mais de 50 policiais federais cumprem 13 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão temporária, expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo. As ações ocorrem nas cidades de São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. A Justiça Federal também determinou o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados até o limite de R$ 10,4 bilhões, como forma de impedir a dissipação do patrimônio supostamente obtido de forma ilícita.

As investigações seguem em andamento. Conforme a Polícia Federal, os envolvidos poderão responder, em tese, pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outros delitos que venham a ser identificados ao longo da apuração. A operação ocorre poucos dias após o governo dos Estados Unidos anunciar sanções contra pessoas apontadas como integrantes ou colaboradoras da estrutura financeira do PCC. As medidas incluem bloqueio de eventuais bens sob jurisdição norte-americana e restrições para realização de transações com cidadãos e empresas dos Estados Unidos.

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