3 de julho de 2026
TVBV ONLINE
Policial

Dupla mata homem em situação de rua para forjar morte e acaba condenada

Foto: Divulgação
Segundo o Ministério Público, os réus mataram um homem em situação de rua, incendiaram o corpo e encenaram um falso sequestro para sustentar a fraude, no Meio-Oeste

Dois homens foram condenados pelo Tribunal do Júri a penas que somam mais de 61 anos de prisão pela morte de um homem em situação de rua, em São Cristóvão do Sul, no Meio-Oeste de Santa Catarina. Segundo a denúncia do Ministério Público (MPSC), o crime foi cometido para simular a morte de um dos réus e sustentar uma falsa narrativa de desaparecimento. Além das penas em regime fechado, os condenados terão de pagar R$110 mil de indenização por danos morais aos herdeiros da vítima. O julgamento foi encerrado nesta quinta-feira (2), após mais de 20 horas de sessão realizadas ao longo de dois dias na Câmara de Vereadores de Curitibanos.

> Siga nosso canal no WhatsApp e receba as notícias do TVBV Online em primeira mão

Crime bem arquitetado

O crime ocorreu em fevereiro de 2025, em São Cristóvão do Sul. De acordo com a denúncia, os acusados atraíram a vítima, um homem em situação de vulnerabilidade, para uma área rural sob o pretexto de oferecer ajuda. A intenção, segundo a acusação, era assassiná-la e utilizar o corpo para forjar a morte de um dos envolvidos, tentando enganar familiares e autoridades.

Após o homicídio, o corpo foi colocado em um veículo e incendiado às margens da BR-470 para dificultar a identificação da vítima e prejudicar as investigações. Inicialmente, havia a suspeita de que o cadáver carbonizado fosse do proprietário da caminhonete, hipótese descartada pela investigação da Polícia Civil.

As investigações apontaram ainda que os réus elaboraram uma série de provas falsas para sustentar a versão de que um deles havia sido sequestrado, torturado e assassinado. A encenação incluiu vídeos, mensagens ameaçadoras enviadas a familiares, uso de identidades falsas e até a amputação de um dedo de um dos envolvidos para dar credibilidade à farsa.

O Conselho de Sentença reconheceu que o homicídio foi praticado por motivo torpe, mediante meio insidioso e com recurso que dificultou a defesa da vítima. Os jurados também condenaram os réus pelos crimes de destruição de cadáver e fraude processual.

Julgamento com maior repercussão no município

Um dos condenados recebeu pena de 32 anos e três meses de reclusão. O outro foi sentenciado a 29 anos e 14 dias de prisão. Ambos cumprirão as penas em regime fechado e permanecerão presos. A sentença ainda é passível de recurso.

A sessão do Tribunal do Júri começou às 10h de quarta-feira (1º), foi interrompida por volta da meia-noite e retomada às 8h30 de quinta-feira (2), sendo encerrada por volta das 16h. Ao todo, 15 testemunhas foram arroladas pelas partes, das quais cinco prestaram depoimento em plenário. Familiares da vítima e dos réus, além de estudantes e moradores da região, acompanharam o julgamento, considerado um dos de maior repercussão já realizados na comarca de Curitibanos.

Homem morre após passar mal no TICEN, em Florianópolis

Corpo de Bombeiros e Samu realizaram diversas manobras de reanimação no principal terminal de ônibus da Capital, mas a vítima morreu ainda no local

Um homem de 58 anos morreu após sofrer uma parada cardiorrespiratória no Terminal de Integração do Centro (TICEN), em Florianópolis, na tarde desta quinta-feira (2). Apesar das tentativas de reanimação realizadas por equipes do Corpo de Bombeiros Militar (CBMSC) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o óbito foi confirmado ainda no local. O caso ocorreu no principal terminal de transporte coletivo da Capital.