12 de julho de 2026
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Política

PL da Misoginia avança na Câmara e amplia debate sobre limites da lei

Foto: Kayo Magalhaes – Câmara dos Deputados
Projeto que inclui misoginia na Lei do Racismo busca combater discriminação contra mulheres, mas enfrenta críticas sobre possíveis riscos de insegurança jurídica e interpretações subjetivas

A Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para o Projeto de Lei 896/2023, conhecido como PL da Misoginia, que propõe incluir o crime de misoginia na Lei do Racismo. A proposta busca criminalizar atos de menosprezo ou discriminação contra mulheres que ofendam sua dignidade, mas tem provocado críticas de juristas e representantes de diferentes setores, que apontam possíveis riscos à liberdade de expressão, à segurança jurídica e à atuação do Judiciário.

O texto estabelece como crime práticas de menosprezo ou discriminação contra mulheres. Críticos da proposta, porém, questionam a amplitude de termos como “menosprezo” e “ofensa à dignidade”, considerados vagos por alguns especialistas. Segundo essa avaliação, a falta de definições mais precisas poderia contrariar o princípio da taxatividade penal, que exige clareza na descrição das condutas consideradas criminosas.

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Debates sobre os impactos da nova legislação

Por ser incluído na Lei do Racismo, o novo tipo penal também seguiria regras previstas nessa legislação, como penas mais severas para determinadas manifestações consideradas ofensivas. Especialistas contrários ao projeto afirmam que a medida poderia atingir discursos humorísticos, religiosos ou científicos, além de permitir a suspensão de perfis em redes sociais durante investigações, o que, na visão dos críticos, poderia gerar restrições à liberdade de expressão antes do julgamento.

O setor empresarial também manifesta preocupação com possíveis impactos nas relações de trabalho. Advogados e empresários avaliam que interpretações amplas da lei poderiam transformar cobranças profissionais ou decisões de gestão em disputas criminais, aumentando a insegurança para empregadores.

Outro argumento apresentado por opositores é o risco de aplicação seletiva da norma. Eles afirmam que a subjetividade do texto poderia permitir interpretações diferentes por autoridades e abrir espaço para perseguições políticas. Já os defensores do projeto sustentam que a medida é necessária para ampliar a proteção às mulheres contra práticas discriminatórias e combater manifestações de ódio de gênero.

O PL 896/2023 ainda precisa avançar na tramitação da Câmara antes de uma possível análise pelo Senado.

Tentativa de assalto termina com suspeito esfaqueado e vítima baleada em Florianópolis

Suspeito fugiu em moto após ser esfaqueado pela vítima, mas foi localizado por populares em servidão próxima; Polícia Civil investiga o caso

Dois homens ficaram feridos, após uma tentativa de assalto na Avenida Jorge Lacerda, no bairro Costeira, em Florianópolis, na noite desta ocorrência. A vítima reagiu ao anúncio do roubo desferindo golpes de faca contra o assaltante que, em resposta, efetuou diversos disparos de arma de fogo. Ambos os envolvidos foram socorridos e encaminhados ao Hospital Celso Ramos. Até o momento de publicação desta matéria não há atualizações sobre o estado de saúde dos internados.