Ceuta registrou a entrada de mais de 50 mil imigrantes em 24 horas, vindo do Marrocos. Espanha enfrenta maior crise migratória desde 2021
A entrada de mais de 50 mil imigrantes em apenas 24 horas transformou a cidade espanhola de Ceuta, no norte da África, no centro de uma das maiores crises migratórias da Europa nos últimos anos. Segundo o Ministério do Interior da Espanha e autoridades locais, milhares de pessoas cruzaram a fronteira a partir do Marrocos por terra e pelo mar, enquanto ao menos 34 pessoas morreram durante a travessia. O governo espanhol reforçou a segurança na região, acelerou o retorno de parte dos migrantes ao território marroquino e enviou o primeiro-ministro Pedro Sánchez ao local. Autoridades espanholas declararam estado de emergência humanitária.
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Com cerca de 83,6 mil habitantes, Ceuta pode ter recebido aproximadamente 60 mil imigrantes em apenas um dia, segundo o presidente do território, Juan Jesús Vivas. Se confirmada, a marca representa o equivalente a mais da metade de sua população, sendo uma das maiores entradas em massa já registradas na cidade e supera amplamente as primeiras estimativas do governo espanhol, que falavam em apenas 2 mil a 3 mil pessoas.
Em outro episódio que chamou atenção, o Departamento de Segurança Nacional da Espanha chegou a publicar que 49 mil pessoas haviam cruzado a fronteira. A informação, baseada em dados do Ministério do Interior, foi apagada pouco depois, sem explicação oficial.
Imigrantes retornam após ameaças e agressões
Segundo o Ministério do Interior espanhol, mais de 37 mil pessoas já retornaram para Marrocos, muitas delas de forma voluntária ou por meio das operações organizadas pelas autoridades. O governo informou que o ritmo de retorno chegou a aproximadamente 150 pessoas por minuto. Conforme relatos do jornal espanhol El País, parte dos imigrantes decidiu deixar Ceuta após enfrentar superlotação e episódios de hostilidade por parte de moradores, incluindo ameaças e agressões.
Travessia em massa surpreendeu autoridades
A crise começou quando milhares de pessoas cruzaram simultaneamente a fronteira entre Marrocos e Ceuta. Imagens registraram homens, mulheres e jovens atravessando o mar com boias improvisadas e outros equipamentos de flutuação para contornar a barreira terrestre. Segundo a Guarda Civil espanhola, a entrada ocorreu principalmente pelo quebra-mar de Tarajal, deixando as equipes de segurança sobrecarregadas. Outros vídeos mostraram grupos comemorando a chegada ao território espanhol enquanto gritavam “Viva a Espanha”.
Muitos dos recém-chegados passaram a noite em praças e espaços públicos da cidade antes do início das operações de retirada.
O sindicato da Polícia Nacional da Espanha (Jupol) criticou duramente as autoridades marroquinas, afirmando que houve “passividade absoluta” diante da saída em massa de pessoas em direção ao território espanhol. Segundo a entidade, enquanto as forças de segurança espanholas mobilizam efetivos e recursos para conter a crise, Marrocos não estaria adotando medidas suficientes para impedir as partidas.
Também foram registrados grandes agrupamentos de jovens marroquinos na região de Castillejos, próximo à fronteira. Conforme a agência EFE, grupos chegaram ao local a pé, de motocicleta e de carro, acompanhados por famílias, mulheres e crianças.
Crise amplia debate político na Europa
A crise migratória provocou reações em diversos países europeus e reacendeu o debate sobre as políticas de imigração e asilo da União Europeia. O governo espanhol reforçou o controle na região e mobilizou o Exército para apoiar as operações de segurança em Ceuta. Enquanto isso, diferentes países passaram a discutir medidas para endurecer o controle das fronteiras externas do bloco.
O aumento da imigração irregular também voltou ao centro do debate político em vários países europeus, onde o tema tem influenciado discussões sobre segurança, políticas de acolhimento e regras para concessão de asilo.
Com informações de Band.com.br
Membros da Mancha Azul são investigados por ataque a van de torcedores rivais
Mandados foram cumpridos na manhã desta sexta e resultou na apreensão de celulares e vestimentas personalizadas da organizada
Membros da torcida organizada Mancha Azul, do Avaí, estão sendo investigados pelo ataque a uma van que transportava torcedores do Criciúma de volta para o Sul do estado após o empate em 1×1 no jogo entre as equipes no Estádio da Ressacada, em outubro do ano passado. Foram apreendidos itens personalizados do grupo e outros aparatos que indicam a participação deles na ação criminosa. Os objetos foram recolhidos afim de dar suporte à investigação dos fatos.








