Cidadãos de 50 países, majoritariamente da África, estão sujeitos ao pagamento; veja a lista
Os Estados Unidos decidiram tornar permanente um programa que exige o pagamento de um caução de até US$ 20 mil para solicitar um visto. A medida atinge 50 países, a maioria da África, mas esse número pode ser aumentado posteriormente. No momento, o Brasil não está contemplado.
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A efetivação foi informada de forma preliminar pelo Departamento de Estado dos EUA na última sexta-feira (31). Segundo o comunicado, uma análise ao longo da realização do programa piloto, durante quase um ano, “forneceu dados suficientes” para concluir que a medida garante o cumprimento das condições de visto. O anúncio formal deve ocorrer na próxima segunda-feira (3), segundo o jornal The Independent.
Além de adicionar novos países, a efetivação também pode tornar o caução ainda mais caro. O pagamento, que antes tinha o valor máximo de US$ 15 mil, pode chegar a US$ 20 mil, mais de R$ 100 mil, na conversão atual. Além disso, o valor mínimo de US$ 5 mil existente no piloto deve ser excluído. Desta forma, o valor base tende a ser de US$ 10 mil.
Veja os países afetados
- Argélia (21 de janeiro de 2026)
- Angola (21 de janeiro de 2026)
- Antígua e Barbuda (21 de janeiro de 2026)
- Bangladesh (21 de janeiro de 2026)
- Benim (21 de janeiro de 2026)
- Butão (1 de Janeiro de 2026)
- Botswana (1 de Janeiro de 2026)
- Burundi (21 de janeiro de 2026)
- Cabo Verde (21 de janeiro de 2026)
- República Centro-Africana (1 de Janeiro de 2026)
- Costa do Marfim (21 de janeiro de 2026)
- Cuba (21 de janeiro de 2026)
- Djibouti (21 de janeiro de 2026)
- Dominica (21 de janeiro de 2026)
- Fiji (21 de janeiro de 2026)
- Gabão (21 de janeiro de 2026)
- Guiné (1 de Janeiro de 2026)
- Guiné Bissau (1 de Janeiro de 2026)
- Quirguistão (21 de janeiro de 2026)
- Namíbia (1 de Janeiro de 2026)
- Nepal (21 de janeiro de 2026)
- Nigéria (21 de janeiro de 2026)
- Mauritânia (23 de Outubro de 2025)
- São Tomé e Príncipe (23 de Outubro de 2025)
- Senegal (21 de janeiro de 2026)
- Tajiquistão (21 de janeiro de 2026)
- Tanzânia (23 de Outubro de 2025)
- Togo (21 de janeiro de 2026)
- Tonga (21 de janeiro de 2026)
- Turquemenistão (1 de Janeiro de 2026)
- Tuvalu (21 de janeiro de 2026)
- Uganda (21 de janeiro de 2026)
- Vanuatu (21 de janeiro de 2026)
- Venezuela (21 de janeiro de 2026)
- Gâmbia (11 de Outubro de 2025)
- Malawi (20 de Agosto de 2025)
- Zâmbia (20 de Agosto de 2025)
- Zimbabué (21 de janeiro de 2026)
*entre parênteses, a data da implantação
Sucesso da medida
De acordo com o Departamento de Estado, em 2024, antes do início do programa piloto, 45,5 mil cidadãos dos 50 países contemplados ficaram acima do tempo citado no visto. Já nos 10 primeiros meses com o programa em vigor, esse número reduziu para menos de 50.
A expectativa era que 2 mil cidadãos fossem obrigados a prestar o caução para a solicitação. Porém, o número chegou a 20 mil. Desse total, quase metade optou por não pagar e uma queda de 83% no número de vistos de negócios e turismo emitidos foi registrada.
Entenda o caução
A medida, idealizada pelo governo Trump, foi iniciada como um projeto piloto em agosto do ano passado. Com ela, cidadãos de 50 países ficaram sujeitos ao pagamento de uma taxa de valor substancial para realizar a entrevista do visto. O valor mínimo era de US$ 5 mil, enquanto o máximo era de US$ 15 mil. O valor pago era integralmente devolvido em caso de documentação negada ou, se aprovada, caso o portador cumprisse as condições previstas.
O programa surgiu com a ideia de diminuir o número de permanência acima do tempo permitido pelo visto e de combater a migração ilegal. O governo estima que prender e deportar visitantes que permaneceram nos EUA após o vencimento do visto custa cerca de US$ 18 mil por pessoa.
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