10 de agosto de 2026
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Flávio Jr

Museus Virtuais apresenta Matisse e a revolução das cores

Henri Matisse’s The Dessert: Harmony in Red (The Red Room) (1908)

Existem artistas que pintam o mundo como ele parece. Outros preferem pintá-lo como ele pode ser visto quando a imaginação ganha liberdade. Henri Matisse pertence a esse segundo grupo. Nas telas, a cor não se limita a reproduzir a realidade: ela inventa, provoca, ilumina e, muitas vezes, conduz o olhar por caminhos que a natureza jamais teria escolhido. É esse universo de cores intensas, formas simplificadas e liberdade criativa que o projeto Museus Virtuais leva a Florianópolis neste sábado (15), em uma sessão gratuita dedicada a Matisse e ao fovismo.

O encontro será realizado às 15h, no Paradigma Cine Arte, e oferece ao público uma viagem pela trajetória de um dos grandes nomes da arte moderna. Mais do que conhecer pinturas famosas, a proposta é compreender o tempo e as inquietações que ajudaram a moldar a obra do artista francês. A experiência vai percorrer virtualmente lugares relacionados à trajetória de Matisse em Nice, na França, além de apresentar obras pertencentes a importantes instituições internacionais.

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Matisse foi um dos principais nomes do fovismo, movimento que ganhou força no início do século 20 e que recebeu seu nome de uma expressão francesa que significa “as feras”. A denominação surgiu depois de uma exposição realizada em Paris, em 1905, quando críticos se surpreenderam diante da intensidade das cores utilizadas por Matisse e outros artistas. A ousadia estava justamente em não obedecer à natureza. O céu poderia não ser azul. Uma paisagem poderia ganhar tons improváveis. Para os fovistas, a pintura poderia se libertar da obrigação de copiar o mundo e encontrar na cor uma linguagem própria.

Ao longo da carreira, o artista experimentou diferentes linguagens e materiais. E, já nos últimos anos de vida, quando limitações físicas dificultavam a pintura, encontrou nas tesouras uma nova possibilidade de criação. Passou a trabalhar com papéis previamente pintados, recortando formas que depois eram organizadas em grandes composições. Matisse dizia, em essência, que estava “desenhando com tesouras”. A frase traduz uma transformação fascinante: quando o corpo já não permitia pintar como antes, a criação encontrou outro caminho. A tela deu lugar ao papel, o pincel à tesoura, mas a cor continuou sendo protagonista. É justamente essa capacidade de transformar limites em possibilidades que torna a obra de Matisse tão atual. Suas cores continuam vibrantes porque não pertencem apenas ao seu tempo. Elas carregam uma espécie de convite à liberdade, como se cada composição dissesse que também é possível olhar para o cotidiano por outros ângulos.

Serviço

O quê: Museus Virtuais – Matisse e o fovismo
Data: 15 de agosto, sábado
Horário: 15h
Local: Paradigma Cine Arte – Corporate Park
Endereço: SC-401, 8.600, bloco 8, sala 2, Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis
Entrada: Gratuita
Ingressos: Distribuídos no local uma hora antes da sessão, por ordem de chegada e sujeitos à capacidade da sala, às 14h.

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